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Entrevistas / Júlio Cesar Pereira
 
  Investimento no profissional
Engenheiro em eletrônica, ingressou nesta empresa em 1988, como engenheiro trainee na área de ROV. De 1999 a 2007 atuou como engenheiro operacional na área de instalação de dutos flexíveis até assumir este novo cargo.

Superintendente de Operações
Acergy
16/02/2009

Macaé Offshore – A Acergy possui um histórico de crescimento interessante. Como se deu todo esse processo?

Júlio César – Somos uma empresa multinacional norueguesa. Nascemos como Stolt Nielsen Seaway e na década de 90, assim que compramos a Comex Services - empresa francesa de mergulho e construção. Foi uma década de expansão, atuando no mercado instalação de flowline e risers flexíveis e rígidos, e projetos EPIC (engenharia, aquisição, instalação e comissionamento), de construções offshore. Tivemos o nosso primeiro projeto significativo em águas ultra-profundas, ao largo da costa da África Ocidental, e rapidamente seguido por uma série de aquisições: Ceanic Corporation of Houston; 49% da NKT Flexibles na Dinamarca e a ETPM empresa Francesa de engenharia e instalações offshore. Em 2006, passamos a nos chamar Acergy, ficando independente do grupo Stolt, hoje com ações negociadas na NASDAQ e em OSLO, focando no segmento de engenharia e construções para indústria de óleo e gás, interligando o fundo do mar a superfície.

MO – A empresa foi pioneira no desenvolvimento de serviços submarinos e com veículos remotamente operados no Brasil?

JC – A Acergy está no Brasil há cerca de 40 anos, época em que ainda não tínhamos um escritório. Viemos para cá ainda como Comex, especializada na área de mergulho. Portanto podemos afirmar que realizamos os primeiros serviços submarinos, saturação de mergulho em águas profundas e com veículos operados remotamente, quando foi o início da formação e qualificação de profissionais.

MO – Quando passou a investir e a operar com base na Bacia de Campos?

JC - No Brasil iniciamos projetos EPIC, conforme experiência que tínhamos no mundo. Temos uma base em Macaé, desde 1995, para atender aos contratos de longo prazo e ainda escritório no Centro do Rio de Janeiro, onde focamos nos projetos pacotes fechados de construção e instalações submarinas, contando com equipes especializadas de Engenharia, SCM e Gerenciamento de Projetos e Operações.

MO – Como a empresa organiza essas bases operacionais?

JC - Em Macaé, temos uma base para atender aos contratos de longo prazo com Petrobras, onde temos dois navios próprios e um afretado em contrato de longo prazo, Acergy Harrier, Acergy Condor e Pertinácia e um Navio em parceria, Toisa Conqueror, e equipes de Operações (Mergulho, ROV, Lançamento de Linhas e Apoio Marítimo), SCM, Suporte Técnico e Engenharia. No Rio de Janeiro, temos um escritório com três andares, cujo trabalho está focado nos projetos de construção de pacotes fechados, ou seja preços fechados.

MO – E com relação aos seus profissionais, como a empresa lida ao contratá-los?

JC – No Brasil possuímos em torno de 700 profissionais, e desses, 400 estão embarcados. Selecionamos técnicos recém-formados e os capacitamos. Um exemplo dessa prática foi em 2005, quando assinamos um contrato de longo prazo para o navio Pertinácia, que começou operar dois anos depois. Desde o início começamos a selecionar, contratar, treinar e distribuir profissionais nas demais unidades para formá-los, e qualificarmos dentro dos procedimentos da Acergy, a fim de obter uma equipe completa para atuar neste novo navio. Depois fazemos uma redistribuição entre os novos e mais experientes, a fim de equilibrar as forças de mão-de-obra. O resultado foi um sucesso operacional, a embarcação opera desde maio de 2007 sem registros de acidentes com perda de tempo.

MO – Quais os serviços oferecidos tanto no mercado?

JC – A Acergy é uma Empresa de Engenharia e Construções para indústria de Óleo e Gás, realizando a ligação do fundo do mar com a superfície, por todo o mundo. Tem seu foco na engenharia, ou seja, este é o nosso carro chefe. Possuímos uma equipe operacional experiente e nossos navios são especiais para atender esse tipo de ambiente e instalação. Fazemos a engenharia, compras e sub-contratamos as fabricações com fornecedores qualificados pelo nosso sistema de qualidade e instalamos as estruturas, dutos e equipamentos com nossos navios.

MO – Quais os contratos que a empresa possui com a Petrobras?

JC – São contratos de longo prazo com quatro navios: Acergy Harrier, que faz mergulho profundo saturado até 300m de lâmina d’água; Acergy Condor, para instalação de dutos flexíveis até 2000m de lâmina d’água e Pertinácia, afretado, da Itália Telecom, no qual mobilizamos nossos equipamentos especiais para lançar dutos flexíveis. Temos ainda o Toisa Conqueror, em parceria com a Sealion - proprietária do navio -, num contrato de longo prazo com a Petrobras, para a qual a Sealion fornece a embarcação e nós os equipamentos de ROV e Survey e os serviços. Temos um contrato pacote fechado em andamento para instalação do duto de exportação de gás do campo de Mexilhão, na Bacia de Santos.

MO – E contratos com outras empresas?

JC – Também estamos trabalhando para a Chevron aqui no Brasil, no campo de Frade, com o navio Polar Queen, da Acergy, que é afretado, como no caso do Pertinácia. Ele deve deixar o Brasil em março para atender um projeto da Shell no Golfo do México. É um navio que se desloca pelo mundo atendendo a vários projetos.

MO – Há novos contratos previstos?

JC - Projetos novos para iniciar em 2009, no Brasil, ainda não temos em carteira. Existe um grande volume de licitações para 2009, não somente da Petrobras, e estamos participando de algumas delas. No decorrer deste ano, esperamos conquistar alguns novos projetos, para serem executados em 2010, 2011 e 2012.

MO – Quais as certificações que a empresa possui?

JC – Somos uma empresa certificada ISO 14001; OSHAS 18001; ISO 9001 e pela ISM CODE, que é uma certificação aplicável às unidades marítimas - assim como nossa base que também a possui. Somos a primeira do grupo que serviu como exemplo para as outras certificações que estão em andamento em outras regiões. A peculiaridade de ambas as normas se aplicam às unidades de base e offshore e isso é um diferencial da companhia. Fomos a primeira região a alcançar as certificações do mundo, servindo como referência para titulação desse sistema na corporação. 

MO – E os principais clientes?

JC – Nosso principal cliente é a Petrobras, na América do Sul. No mundo, todas as companhias de petróleo são nossos clientes, como Chevron, Shell e BP, Total. Também estamos nos aproximando da OGX, para a qual não fizemos nenhum trabalho ainda, mas é um potencial de cliente.

MO – Em termos de tecnologia, o que a empresa pode destacar e quais os investimentos previstos para 2009? 

JC – Temos um projeto famoso utilizado na África há dois anos, o Greate Plutoneo, no qual levamos quatro anos para executar. Trata-se de uma tecnologia que a Acergy desenvolveu, Riser Tower, e que gostaria de aplicar novamente em algum novo projeto no Brasil. Ainda não houve uma licitação para que pudéssemos ofertar tal tecnologia. Quanto aos investimentos, 2009 é um ano estável, um ano em que estaremos concentrados em conquistar novos projetos para os anos seguintes.

MO – E com relação ao abalo econômico mundial, isso afetou o planejamento da Acergy no Brasil?

JC – Não tivemos nenhuma restrição a fim de reduzir nossas atividades. O que está influenciando o mercado, além da crise de crédito mundial, é o preço do petróleo que teve uma variação negativa grande no último semestre. Mas ainda sim, a Acergy está confiante e aguardando novas licitações. Estamos crescendo de forma estabilizada, a passos consistentes, tentando manter a saúde financeira para enfrentarmos a crise e pretendemos manter o ritmo de crescimento.
 

Fonte: Revista Macae Offshore

 

 
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