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Antes, agora e depois


Por Brunno Braga, Flávia Domingues e Rosayne Macedo

Forte intervenção governamental, dúvidas sobre os rumos da sua política de petróleo e gás, aumento de importações de petróleo, queda no seu valor de mercado e, até mesmo, alvo de espionagem internacional. Estes são alguns dos temas que circundam a Petrobras no ano em que completa 60 anos de história. Contudo, mesmo com toda a nuvem cinzenta que paira sobre a companhia nos dias atuais, é correto também afirmar que a Petrobras é um caso de sucesso.

 A maior empresa brasileira e uma das maiores do segmento no mundo angariou, ao longo da sua existência, respeitabilidade nacional e internacional, sobretudo em função dos muito bem sucedidos resultados nas atividades petrolíferas em águas ultraprofundas. Prova disso é o volume de reservas provadas da empresa, que chega à casa dos 16,4 bilhões de óleo equivalente, com produção diária de 2,4 milhões de barris.

São resultados a serem comemorados, apesar de o momento atual gerar muitas preocupações no mercado como um todo. Por isso, as perspectivas da companhia para o seu futuro sustentável também são objetos de debate. Se na opinião de especialistas ainda é possível ter boas perspectivas sobre a empresa, pavimentar financeiramente o caminho tem se mostrado tarefa mais do que urgente.

De janeiro a julho, as compras de petróleo e derivados efetuadas pela Petrobras somaram US$ 25,8 bilhões, cerca de quatro bilhões a mais registrados no mesmo período do ano passado. E esse resultado, que poderá pesar para que o Brasil tenha um déficit de US$ 2 bilhões em 2013, segundo estimativas da Associação Brasileira de Comércio Exterior (AEB), trará grandes dificuldades para a Petrobras. 

Em entrevista coletiva às vésperas do aniversário de 60 anos da empresa, completados em 3 de outubro, a presidente Graça Foster revelou que o plano de desinvestimentos da empresa (venda de ativos) já alcançou 50% do previsto. Com o processo de exploração de Libra prestes a iniciar, a corrida para fazer caixa suficiente para as atividades tem se tornado crucial para a sobrevivência da empresa. 

E quando se fala em futuro e expectativas, especialistas e profissionais do setor costumam traçar cenários otimistas e pessimistas, trabalhando sempre com os dados presentes e o histórico da evolução dos processos envolvidos. Desde o primeiro poço offshore perfurado, o 1-ESS-1, em 1968, até o anúncio da descoberta de reservas gigantescas no Campo de Libra, na Bacia de Santos, os desafios que se apresentam para os anos seguintes são muitos. 

Enquanto se debruçam para finalizar até dezembro o Plano de Negócios e Gestão (PNG) 2014-2018, técnicos da empresa buscam fechar o planejamento até 2030, quando a estatal já deverá produzir mais que o dobro de sua capacidade atual. Para garantir caixa para suportar as novas metas, cinco programas estão em andamento - Proef, Procop, PRC-Poço, Infra-log e Prodesin –, dando suporte ao PNG 2013-2017, que prevê investimentos de US$ 207,1 bilhões em 707 projetos em implantação. Outros 177 novos projetos, que somam US$ 29,6 bilhões, ainda dependem de viabilidade técnico-econômica e disponibilidade de recursos. 

Além de se comprometer em dobrar a produção atual em 2020, a empresa luta para retomar parte da credibilidade perdida, após viver, recentemente, períodos de grande entusiasmo, muito por conta das descobertas de petróleo no pré-sal. Para muitos especialistas ouvidos pela Macaé Offshore, a maior empreitada da Petrobras será convencer investidores que a companhia é economicamente viável. Tarefa essa que vem se mostrando difícil. 

Para ficar mais esbelta, a sexagenária teve que cortar na própria carne. Até o primeiro semestre já havia enxugado R$ 2,9 bilhões dos R$ 4 bilhões previstos em seu Programa de Redução de Custos Operacionais (Procop) até o fim deste ano. Também conseguiu vender US$ 4,8 bilhões dos US% 9,9 bilhões que pretende se desfazer este ano, como meta no seu Programa de Desinvestimento (Prodesin) que deve trazer mais folga ao caixa da companhia. 


Foco em E&P pode ser a saída

Com o controle de preços dos combustíveis, principal receita da companhia, a estatal acumula perdas que podem comprometer as atividades previstas em seu Plano de Negócios. Para Edmar Almeida, professor e membro do Grupo de Economia de Energia do Instituto de Economia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), a Petrobras foi vítima de retrocesso na política de petróleo no Brasil capitaneada pelo governo e que, por isso, começa a sofrer os reflexos das últimas medidas.

Segundo ele, antes de 1997, quando foi aprovada a lei 9478, os preços eram regulados e frequentemente represados pelo governo, com o objetivo de controlar a inflação. Foi feito um esforço enorme após 1997 para reformar o setor visando à liberalização dos preços. A partir de 1997, a política de preços era buscar um alinhamento dos preços domésticos e internacionais, ainda que o governo buscasse evitar a volatilidade dos preços domésticos.

“Assim, o alinhamento não era imediato, mas havia uma razoabilidade no sentido de evitar desalinhamentos muitos prolongados. Atualmente, voltamos a represar preços para evitar impactos inflacionários. Isto significa que voltamos a ter os problemas da década de 1980 no setor de combustíveis no Brasil. O setor está refém da política macroeconômica, que se deteriorou nos últimos anos. Por isto, perdemos o alinhamento com o mercado internacional”, analisa o acadêmico.

Ele aponta, também, a necessidade de a empresa melhorar sua estratégia de negócios. “Vai ter que focar muito mais do que foca hoje no negócio de exploração e produção offshore. A empresa precisa de enorme quantidade de recursos financeiros, tecnológicos e humanos para desenvolver o pré-sal. Sem focar nesta tarefa, a Petrobras pode passar por dificuldades financeiras e operacionais”, adverte.

Neste cenário, ganha peso e importância cada vez maior o Programa de Aumento da Eficiência Operacional da Bacia de Campos (Proef), já que a partir da ampliação da produção de óleo da região, será possível gerar mais receita para investir no desenvolvimento do pré-sal de Santos.  Com isso, a petroleira poderá alcançar a meta ambiciosa de crescer em sete anos mais do que em seis décadas, passando sua produção para 4,2 milhões de barris diários, quase o dobro dos 2,4 milhões de barris/dia registrados em julho.

Para focar em E&P, no entanto, será necessário um alinhamento com o governo no que tange à missão da Petrobras. “O governo usa a empresa para promover suas políticas em outras áreas do setor energético. Se isto continuar, o governo pode expor a empresa a riscos econômicos e financeiros crescentes”, avalia o especialista.

Entretanto, Almeida considera ser possível vislumbrar o futuro da empresa com certo otimismo, especialmente pelo fato de a atual diretoria da estatal estar focada na melhoria da gestão operacional. “Esta é a marca da gestão atual. Busca-se eficiência operacional e redução de custos. A Petrobras tem a oportunidade de reforçar sua liderança mundial na exploração offshore profunda. Com o pré- sal, pode se tornar a empresa referência mundial nesta tecnologia. Para isto, vai ter que focar seu desenvolvimento econômico e tecnológico nesta área”.


Cenário de incertezas 

Walter de Vitto, consultor de petróleo da Tendências Consultoria Integrada e um dos autores do livro Petróleo – Reforma e contrarreforma do setor petrolífero brasileiro, afirma que o cenário futuro da Petrobras apresenta diversidade de estimativas que reflete o elevado grau de incerteza envolvendo a mensuração de reservas, incerteza técnica quanto ao montante que se pode extrair do reservatório e as dúvidas sobre a viabilidade econômica quanto ao potencial de comercialização do petróleo, dados os custos do empreendimento e os preços do mercado. 

“Para fazer frente às necessidades de recursos derivados da obrigação de participação mínima, o governo promoveu a capitalização da Petrobras, em grande parte financiada pela injeção de recursos da União obtidos pela cessão onerosa de cinco bilhões de barris. A injeção de recursos na Petrobras será suficiente para o desenvolvimento do pré-sal ou será a Petrobras um gargalo que irá protelar a exploração de recursos?”, questiona o consultor.


Ingerência do governo pode atrapalhar

O vice-presidente da Associação dos Engenheiros da Petrobras (Aepet), Fernando Siqueira, observa com certo otimismo o futuro da Petrobras. Porém, faz ressalvas quanto à ingerência governamental na empresa. “Se o governo não atrapalhar a Petrobras, como tem feito, a empresa terá um futuro ainda mais promissor”, afirma o engenheiro, que entrou na companhia em 1972, um ano antes da primeira crise do petróleo e se aposentou em 1995.  

“O governo não tem que intervir na empresa, e sim dar à Petrobras plena autonomia. Ele não deveria ter cadeira no conselho de administração. O certo seria a formalização de um contrato de gestão, estabelecendo algumas metas”, salienta.  Siqueira acrescenta que o futuro de sucesso da Petrobras tem que estar alinhado com um projeto de desenvolvimento da cadeia de fornecedores nacional. 

“A Petrobras precisa reforçar o seu papel como uma empresa que gera o desenvolvimento da cadeia nacional. Nos anos 70, havia cerca de cinco mil empresas fornecedoras genuinamente brasileiras. Hoje, esse número é muito inferior. Por isso, é preciso definir melhor o que consta na lei sobre conteúdo local e retomar com a força de antes”, ressalta. 

Neste sentido, as perspectivas são positivas. Para conquistar os novos recordes, já prevendo a demanda a ser gerada por Libra, primeira área a ser leiloada sob regime de partilha no país, grandes investimentos serão necessários, gerando grandes oportunidades de negócios para a indústria nacional de fornecedores de bens e serviços. Serão 38 novos FPSOs, mais 7 mil km de novas linhas e 1.500 árvores de natal molhadas (ANMs), mais do que já foi instalado até hoje no Brasil. 

Também serão necessárias muito mais unidades estacionárias de produção (UEPs), que deverão ser de fabricação nacional em sua quase totalidade. Diante de uma frota três vezes maior de unidades de produção offshore, haverá ainda fortes impactos na logística de abastecimento, operação, manutenção, inspeção e offloading. Somem-se a isso mais helicópteros, barcos de apoio, petroleiros para offloading e toda a infraestrutura necessária em terra para dar suporte a essas operações. Ou seja: há oportunidades para muitos elos da cadeia produtiva. 


Investir em qualificação é fundamental

Transferir conhecimento entre os empregados é outro grande desafio da Petrobras. Hoje são 86.114 colaboradores – sendo 34 mil novos somente em menos de 10 anos – e uma relação de 26,71 homem/barril – fora os 360 mil terceirizados. Porém, quase metade da força de trabalho da empresa está acima dos 45 anos de idade, o que revela a necessidade de qualificar mão de obra para atuar nos novos projetos a ser desenvolvidos. 

Virgílio José Martins Ferreira Filho, professor de Engenharia de Petróleo e Engenharia de Produção da Escola Politécnica da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), considera que a companhia terá cada vez mais importância no contexto da economia brasileira e que por isso a parceria entre a Petrobras e universidades é de grande importância para o fornecimento de pessoal qualificado, por meio dos seus concursos de admissão, selecionando uma parcela considerável dos melhores profissionais disponíveis. 

“Este processo se realimenta com a política da companhia de estimular a formação continua de seus profissionais e muitas universidades têm hoje em seus cursos de mestrado e doutorado alunos que são empregados da empresa e que estão ali trazendo problemas e questões de natureza teórica e aplicada, numa via de mão dupla: enriquecendo a universidade com questões desafiadoras e propiciando à empresa soluções para problemas novos.

O professor destaca a importância que teve e tem o CTPetro, fundo criado com recursos das taxas governamentais pagas pela produção de petróleo, e o PRH - ANP, programa de formação de recursos humanos concebido e gerenciado pela ANP, que possibilitaram a disseminação de conhecimento, via implantação de cursos com ênfase no setor petróleo e gás em várias áreas de conhecimento e em diversas universidades.

“É notório o avanço obtido ao longo dos últimos dez anos de um tema antes circunscrito ao ambiente da Petrobras, hoje presente em diversas universidades, discutido e apresentado em um grande número de seminários, congressos, exposições, com crescente participação de pesquisadores nacionais e internacionais”, comenta o acadêmico. Ele ressalta, contudo, que é preciso pensar em melhorias na regularização dos convênios de forma a garantir os trabalhos em curso.

“Isso é importante para que os projetos não sejam interrompidos em suas soluções. O estabelecimento de parcerias de mais longo prazo e a criação de mecanismos permitirão a identificação e o apoio a grupos emergentes são aspectos que merecem ainda atenção”.


 Olhar para novas matrizes energéticas

O professor da UFRJ alerta que a Petrobras precisa, também, estar atenta às mudanças no panorama energético mundial, com o aumento da produção de petróleo e de gás nos Estados Unidos, a adoção crescente de tecnologias das energias eólica e solar e a expansão global da produção de gás não-convencional. Para isso, a empresa precisa intensificar os esforços de desenvolvimento científico, em cooperação com diversas universidades e empresas em ações de apoio à implantação de centros de pesquisa e desenvolvimento de grandes prestadoras de serviço no Brasil.

“O pré-sal se configura como uma grande força alavancadora desta importância, tanto pelos grandes volumes envolvidos, quanto pela necessidade de vencer os desafios decorrentes da necessidade de produção em condições que estão na fronteira tecnológica”, diz Ferreira Filho.


Importância para a cadeia de fornecedores

Do lado empresarial, mesmo com percalços e incertezas da companhia, os 60 anos da Petrobras representam uma data a ser comemorada. Para Eloi Fernández y Fernández, diretor geral da Organização Nacional da Indústria do Petróleo (Onip), a Petrobras cada vez mais vem se consolidando ao longo dos seus 60 anos de existência como uma das mais importantes empresas de energia do mundo.

O executivo relembra que a estatal passou por diferentes etapas até chegar a esta marca, como refino, produção em terra, águas rasas, profundas, ultra-profundas e agora o pré-sal. “Forte investimento em formação de recursos humanos, pesquisa e desenvolvimento e fortalecimento de fornecedores nacionais geraram para o País muito mais do que o abastecimento energético e este é o grande diferencial da maior empresa brasileira”, destaca. 

Hoje, a Petrobras tem como um de seus desafios aumentar em 15 pontos percentuais o nível de conteúdo local. Para isso, deverá continuar investindo em apoiar empresas nacionais no desenvolvimento de tecnologias não disponíveis no mercado ou atrair fornecedores estrangeiros com tecnologia proprietária.


Referência também para seus clientes

O fato de ser um fornecedor da Petrobras chancela as empresas para atender o exigente mercado de óleo e gás, atestando para os clientes a certeza de uma capacidade técnica para desenvolver produtos e serviços de qualidade e a custos competitivos. Daniel Carmerini, sócio-gerente da Ativatec, empresa especializada em robótica submarina, destaca a importância de prestar serviços para a estatal. “A empresa é referência mundial em exploração e produção de petróleo em águas profundas e, desta forma, ser um fornecedor da Petrobras comprova que cumprimos e fornecemos produtos e serviços com rigorosos padrões de qualidade”.

A Intertank, que está há mais de 30 anos no mercado, também tem uma história de parceria com a Petrobras, para a qual fornece locações e manutenção de contentores para o transporte de químicos da frota da BR Distribuidora.  Paulo Roberto Bueno, gerente de Unidade de Negócios da Intertank, conta que a empresa iniciou sua operação atendendo exclusivamente à área onshore, com contentores de ação inox, modelos cúbicos e cilíndricos.

“Foi por meio dos nossos clientes que iniciamos o fornecimento para a Petrobras no ano 2000. Os nossos clientes necessitavam entregar seus produtos, que são aplicados no tratamento químico do petróleo nas plataformas, como os desemulsificantes e antiespumantes, e começaram a fazê-lo com os nossos contentores onshore, que são em aço inox, mas não possuíam a gaiola protetora”, relembra Bueno.


Soluções desenvolvidas em conjunto

Ser fornecedor da Petrobras implica em muitas vezes encontrar soluções em conjunto.  A Intertank, por exemplo, já nos primeiros embarques para a estatal verificou que os contentores voltavam com muitos danos. “Nessa época procuramos a Petrobras e apresentamos sugestões para estabelecer regras mínimas para essa operação, como espessura do barril e especificação de materiais para as gaiolas, com o objetivo de garantir a integridade dos produtos químicos. Também procuramos a Diretoria de Portos e Costas da Marinha (DPC)”, conta Bueno.

As exigências acabam resultando em melhorias, também, para os processos internos dos fornecedores da estatal. “O alto nível de exigência dos seus fornecedores e prestadores de serviço direcionam as empresas a estarem sempre se aperfeiçoando e investindo em novas tecnologias. Com isso, a nossa empresa está sempre ativa na busca de soluções para esse mercado, nos colocando na vanguarda em nosso segmento”, destaca.

LINHA DO TEMPO

1953 - Sancionada em 3 de outubro a Lei nº 2004 pelo presidente Getúlio Vargas, que cria a Petrobras. Suas operações eram supervisionadas pelo Conselho Nacional do Petróleo

1954 - No dia 10 de maio tem início as explorações da Petrobras. Nesse momento, a refinaria Mataripe, na Bahia, era o maior ativo da estatal

1963 - Criação do Cenpes, primeiro centro de pesquisa da estatal, responsável pelo desenvolvimento tecnológico nas áreas de exploração, produção e refino de petróleo e gás

1968 - Primeira descoberta no mar no Campo de Guaricema (SE), a 80 metros de profundidade, com o apoio da P-1, a primeira plataforma de petróleo construída no Brasil

1976 - Descoberta de reservatório gigante na Bacia de Campos, com 100 mil km². A região se torna a maior área petrolífera do país, diminuindo a dependência internacional de petróleo


1977 - Começa a exploração comercial com o Campo de Enchova, na Bacia de Campos, com uma produção de 10.000 barris por dia em uma plataforma flutuante

1980 - Na década de 80, tem início a perfuração em águas profundas. O Campo de Albacora, na Bacia de Campos, foi o primeiro descoberto nesta profundidade

1985 - Primeira petroleira a realizar uma completação submarina sem a utilização de mergulho humano, em profundidade de água de 383 metros. A operação foi recorde mundial.

1986 - Quebra de recorde na perfuração de poços em profundidades de mais de 1.200 metros e produção próximo a 400m.

1987 - Anúncio do Campo de Marlim, o segundo em águas profundas da Bacia de Campos

1988 - Estatal supera marca em águas profundas pela produção no Campo de Marimba, na Bacia de Campos, a 492 metros abaixo do nível do mar

1989 - A empresa alcança a marca de 675.135 barris diários

1992 - Reconhecimento pela superação e desafios de extrair em águas profundas: recebe, pela primeira vez, o Distinguished Achievement Award, da OTC, o prêmio mais relevante do setor

1997 - Setor passa a ser regulado pela ANP por conta da Lei 9.478/97 e a Petrobras passa a competir com companhias estrangeiras em leilões públicos. Sai vencedora em cinco das sete propostas já na primeira licitação

1998 - Criada a Transpetro, apoiada pela legislação que reestruturou o setor petrolífero no país

2000 - Passa a negociar papéis na Bolsa de Nova York e atinge a venda de 180 milhões de ações pelo equivalente a US$ 4 bilhões de dólares. Hoje está presente também na Bovespa, BCBA (Bolsa de Comércio de Buenos Aires) e Latibex (Bolsa de valores latino-americanos, na Espanha)

2001 - Acontece uma das maiores tragédias da companhia: duas explosões em uma das colunas da P-36 mataram 11 funcionários

2003 - Pela primeira vez, atinge a produção de 2 milhões de barris/dia e inicia a produção de cinco plataformas, o que aumenta a sua capacidade em 510.000 barris/dia

2006 - A estatal declara o Brasil autossuficiente em petróleo, tendo marco a entrada em operação da plataforma P-50. Porém, o Brasil começa a ter que importar novamente petróleo de outros países. No mesmo ano, a estatal foi incluida no Dow Jones Sustainability Index, o mais importante índice de sustentabilidade mundial

2006 - Descoberta do pré-sal em Tupi, atual campo de Lula, na Bacia de Santos. A comprovada qualidade do óleo torna esta uma das mais importantes descobertas da história recente de energia mundial


2008 - Lançamento da primeira plataforma semissubmersível 100% brasileira, a P-51. Também é criada a Petrobras Biocombustíveis

2009 - Início da produção do pré-sal. A primeira extração ocorreu no Campo de Jubarte, na região conhecida como Parque das Baleias (ES), ao norte da Bacia de Campos

2010 - A estatal teve a maior capitalização de sua história, com a maior oferta de ações registradas na história mundial. Levantou R$ 120 bilhões e emitiu mais de 4 bilhões de ações. Então presidente Lula sanciona lei com novo marco regulatório para camada do pré-sal e áreas consideradas estratégicas

2012 - Graça Foster é a primeira mulher presidente da companhia. Com visão mais técnica e menos política, a executiva assumiu o cargo com inúmeros desafios

2013 - futuro - A companhia é dona da maior carteira de investimentos da indústria mundial e estima investir US$ 236,7 bilhões no período 2013-2017. Com 900 projetos em carteira, meta é se tornar duas vezes maior em 2020, quando, enfim, o Brasil deverá se tornar autossuficiente em petróleo


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