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2012: o ano que não decolou! O que esperar de 2013?



Por Brunno Braga e Rodrigo Leitão

No começo de 2012, alguns fatos apontavam que, ainda que cautelosamente, boas notícias poderiam surgir no setor de óleo e gás. A posse de Maria das Graças Silva Foster para a presidência da Petrobras, no lugar de José Sérgio Gabrielli, foi aplaudida por analistas e investidores em função do perfil mais técnico da nova CEO. Havia esperanças, ainda que pequenas, de que o projeto de lei que trata da partilha dos royalties do petróleo entre os estados, já aprovado pelo Senado, fosse à votação na Câmara dos Deputados.

Empresas fecham ano otimistas para 2013

Para Petrobras, 2012 teve saldo final positivo

Shell: investimentos em curva ascendente

Barra Energia quer ampliar sua carteira de projetos

Clariant Oil avança no Brasil com Centro de Excelência

OSX: estaleiro começa a operar em 2014

Setor de óleo e gás alavanca faturamento da Rolls Royce

Expertise dinamarquesa Danfoss no O&G brasileiro

Caterpillar/Sotreq garante forte expansão em 2013 por conta do pré-sal

Chemtech comemora resultados positivos de 2012 na área de refino

Techint aprimora seu know-how no setor

Aker Solutions amplia sua presença no Brasil

Encomendas de O&G já respondem por 30% do faturamento da Wilson Sons

Technip promete fábrica de dutos mais moderna do mundo para atender o setor

Trelleborg, agora em Macaé, enfrenta desafios para crescer no Brasil

Siemens prevê boas oportunidades para os próximos cinco anos

OGX amarga seu pior momento em seus cinco anos de vida

GE Oil & Gas faz investimentos pesados no Brasil

Wärstilä cresce com salto do setor naval offshore brasileiro

Para Honeywell, ‘custo Brasil’ impõe desafios ao setor

Nem tão bom, nem tão ruim

Apostando alto no Brasil

Maioria das associadas da Amcham é brasileira

Mais empresas do Reino Unido de olho no Brasil

Das geleiras do Mar do Norte para as águas mornas do Brasil

China dá passos de gigante no Brasil

Franceses querem criar polos de competitividade no Brasil

Entrevista: Eduardo Eugênio Gouvêa Vieira

Até mesmo a expectativa de que a OGX fosse se tornar um player de peso no cenário de E&P nacional por conta de projeções feitas no campo Tubarão Azul – ler mais detalhes no artigo de Celso Vianna Cardoso - serviu de termômetro de que 2012 não seria um ano ruim. Mas, como se viu, esse entusiasmo inicial foi breve e alguns analistas já consideram o ano como aquele em que o setor conseguiu alçar apenas voos curtos. Em certos casos, o setor nem ao menos decolou.

De certo, o cenário de vicissitudes foi, de alguma maneira, herdado do ano anterior. Apesar de a produção de óleo e gás em 2011 ter conseguido ser superior 2010, o volume contabilizado pela Petrobras no período ficou 4% menor do que a meta fixada no início daquele ano. Outro fator de frustração foi o atraso no cronograma da construção do Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro. As indefinições sobre os royalties, que travaram a confirmação das rodadas de licitação, foram problemas que estiveram em pauta em 2011 e que permaneceram em 2012.

Não há dúvidas de que o setor de óleo e gás no Brasil permite que haja enorme potencialidade de crescimento econômico no Rio de Janeiro, Santos, Espírito Santo e Nordeste. Cálculos já divulgados mostram que até 2020, somente o pré-sal atrairá US$ 400 bilhões em investimentos. Contudo, mesmo com toda a expectativa de altos negócios, 2012 foi, de certa forma, frustrante, mostrando que, mesmo com as oportunidades, a falta de ações coordenadas por parte do governo é capaz de paralisar a movimentação de recursos importantes para o cenário econômico como um todo, conforme ilustraram os analistas ouvidos pela Macaé Offshore. Para 2013, verifica-se a necessidade de uma dose extra de realismo e visão de política madura para que o setor não desacelere.


Mais um ano sem leilões foi maior fardo para o setor

Essa é a visão do advogado Miguel Mirilli, professor de Direito do Petróleo e Gás do MBA da Fundação Getúlio Vargas (FGV). Para ele, a não realização dos leilões de áreas exploratórias em 2012 foi a notícia que mais pesou negativamente para o setor. “A demora e a incerteza diminuiu o fator de atratividade de empresas interessadas em investir no Brasil, embora o país tenha se consolidado como o principal alvo de investimentos neste setor. No entanto, sem novos blocos em disputa, o mercado vem intensificando as cessões de contratos, conhecido como farm-in e farm-out”, analisa o acadêmico.

A questão do conteúdo local também teve um lugar de destaque neste ano. Ações de instituições privadas como a Onip, que lançou o Programa de Desenvolvimento de Fornecedores, para avaliar projetos que estimulem a produção interna de equipamentos atualmente importados pela cadeia, e o lançamento do Inova Petro, programa que destinará, por intermédio do BNDES e da Finep, R$ 3 bilhões para empresas brasileiras ou estrangeiras que produzam equipamentos para o setor de óleo e gás em solo nacional, foram movimentos que pretendiam dar uma resposta à política de conteúdo local.

Contudo, apesar da forte aposta do Governo em ter nos projetos de E&P uma forte participação da produção nacional, a própria ANP já adiantou que o nível de conteúdo local está 30% abaixo da meta máxima estabelecida pela autarquia para projetos de exploração e desenvolvimento. E o descumprimento da percentagem mínima exigida resultará em multas em série a serem aplicadas às operadoras pela agência. Em outras palavras, a política de conteúdo local ainda não conseguiu sua pretendida concretização, analisa Mirilli.


Petrobras, o fiel da balança

Mas foi a Petrobras quem mais serviu como fonte de más notícias no mercado em 2012. Prejuízos, dificuldades em equacionar questões políticas com um perfil empresarial e problemas contratuais com empresas da indústria offshore deixaram temerosos os investidores, que correram para vender as ações da empresa. Resultado: a estatal petrolífera brasileira teve perda de 60% do seu valor de mercado anualizado – janeiro a setembro de 2012 – em comparação com o mesmo período do ano anterior. Essa condição fez com que a Petrobras perdesse sua posição de mais valiosa petroleira da América Latina para sua congênere colombiana, a Ecopetrol, que vem conseguindo financiar sua expansão, em grande parte, com recursos do próprio caixa da empresa.

“O ano de 2012 teve grandes modificações. A nova presidente da Petrobras apresentou uma postura bastante crítica em relação à gestão Gabrielli. Ela mostrou que a antiga gestão tinha metas irrealistas. Assim, eu vejo que a Graça está tentando colocar a Petrobras no caminho da eficiência. Mas vejo também que a Petrobras continua a ser usada como instrumento político do governo, o que é conflitante com o discurso da presidente. Se ela quer conduzir a empresa na rota da lucratividade, com uma gestão mais técnica que retorne aos padrões de qualidade que já teve no passado, é preciso que o acionista majoritário mude sua postura em relação à empresa, algo que não está acontecendo e eu não sei como essa questão será resolvida”, afirma Adriano Pires, presidente do Centro Brasileiro de Infraestrutura.

Segundo ele, a Petrobras enfrenta um grande dilema: ou adota uma gestão mais política, o que pode comprometer as metas estabelecidas, ou o governo cede à proposta da presidente da Petrobras para que a petroleira possa trabalhar de forma mais empresarial. “É bom lembrar que a Graça Foster ainda é bem avaliada pelo mercado. Por isso, a performance da Petrobras este ano só não foi pior porque o mercado ‘comprou’ o discurso realista dela”, afirma Pires.


Modelo de partilha na berlinda

De fato, o ano para a Petrobras trouxe fortes dissabores, como o grande prejuízo no segundo trimestre – o primeiro desde 1998 – e o risco de a empresa não conseguir produzir a quantidade de petróleo traçada em seu Plano de Negócios, que é de 2,02 milhões de barris por dia. “Apesar de o mercado ter comprado o discurso da Graça Foster, em 2013 ele vai fazer um julgamento mais assertivo da sua gestão”, afirma o presidente do CBIE. A Petrobras discorda da avaliação de Pires e diz que em 2012 o saldo final para a empresa foi positivo e que no ano que vem a empresa continuará a apresentar bons resultados em função das novas áreas de produção que entraram em operação (leia mais sobre o comunicado da Petrobras enviado à Macaé Offshore).

Pires faz, também, uma avaliação crítica da ANP, que, segundo ele, não conseguiu retomar a autonomia que a agência tinha antes da administração Lula, apesar de o perfil da diretora também ser mais técnico e menos político. “Com a falta de leilões, os investimentos estão parados no Brasil, mas eles continuam no resto do mundo. Eles estão acontecendo na Colômbia, nos Estados Unidos, no México, na África. Então, para o setor, 2012 foi um ano sem graça, carente de boas novidades”.

O especialista prevê, ainda, que no ano que vem o setor de petróleo brasileiro estará às voltas com grandes desafios, entre eles, enfrentar o engessamento do marco regulatório do pré-sal, que introduziu a política de partilha no Brasil. “Esse modelo não vai funcionar. Para que a produção no pré-sal tenha sucesso, é preciso que sejam revistos três pontos - o monopólio da Petrobras nos campos do pré-sal, o poder de veto da Petrosal no comitê gestor e a política de conteúdo local’ - analisa Pires.

Em sua avaliação, a política atual de gasolina e diesel está fazendo com que o Brasil perca grandes investimentos em refino, uma vez que os preços cobrados não seguem as tendências internacionais de mercado, gerando prejuízo de caixa para a estatal brasileira de petróleo.

“É fundamental que o setor de petróleo retome seus investimentos, pois é um setor fundamental para ajudar a aumentar o PIB. O Brasil perdeu a autossuficiência conseguida em 2006 porque o governo abusou da Petrobras, fazendo uma política predatória na empresa. Mas, apesar de tudo, eu sou otimista em relação ao setor de O&G no Brasil porque a gente tem o mais difícil: reservas de petróleo. Então, o que falta é política pública e o entendimento de que petróleo debaixo da terra ou debaixo do mar não vale nada. Então, se não acelerar o processo de produção, outros países vão se beneficiar disso e atrairão investimentos que poderiam vir para o Brasil”, recomenda.


Reserva de mercado do pré-sal desanima operadores

Numa linha de pensamento parecida com a do presidente do CBIE, o professor de Geopolítica do Petróleo em MBAs de Óleo e Gás da UFRJ, Marcelo Simas, afirma que a paralisação das rodadas fez com que houvesse uma escassez de áreas para exploração que iriam até no máximo 2015 e estava levando algumas empresas a desmobilizar suas equipes e se retirar do mercado brasileiro. “As indefinições sobre a divisão dos royalties, que podiam levar a questionamentos judiciais, e o temor de que a Petrobras não dê conta dos novos projetos de exploração e desenvolvimento da produção, devido à sua participação compulsória como operadora legal de todos os campos no pré-sal, por força do novo marco regulatório, deram grande desânimo ao setor”, ressalta Simas.

No entanto, ao contrário de Pires, ele não condena a postura do governo em dar ênfase à estatal nas operações do pré-sal, uma vez que essa postura é entendida como uma política natural de soberania energética. “Entendo a necessidade de revisão a médio e longo prazos desta obrigatoriedade da Petrobras como operadora legal no pré-sal, uma vez que, com a abertura do mercado em 1998, a empresa, naturalmente, por sua expertise, tornou-se a maior operadora de campos de forma natural. No entanto, a visão do Governo de reservar para a empresa o conhecimento geológico do pré-sal e a tecnologia para desenvolver o país vai ao encontro da estratégia do Governo em ter maior controle sobre os principais recursos naturais de energia”, avalia.

O professor da UFRJ explica que tal ideia está alinhada às práticas internacionais de países que dispõem de grandes volumes de reservas, como México, Venezuela, Arábia Saudita e Rússia, por exemplo, que dispensam tratamento diferenciado às suas National Oil Companies (NOCs). “O objetivo do debate era como reverter para a sociedade os ganhos advindos desta oportunidade, tornando-a instrumento para o desenvolvimento econômico do país, com base na atuação diferenciada da Petrobras”.


Cenário mundial também atrapalhou

Já para Celso Vianna Cardoso, articulista da Macaé Offshore, o cenário mundial contribuiu de forma decisiva para o fraco desempenho do setor de óleo e gás em 2012. “A crise na Europa, a desaceleração no crescimento da China e a fraca recuperação da economia dos Estados Unidos reduziram a demanda por petróleo, fazendo com que o preço do barril tipo WTI caísse 13% até o final de outubro de 2012. As maiores empresas petrolíferas do mundo sentiram o impacto e viram o preço de suas ações cair em 2012”, analisa.

Na sua opinião, em 2013, as petrolíferas nacionais enfrentarão problemas com o caixa. “A OGX e a Petrobras estão sinalizando esse cenário. A Petrobras já anuncia desinvestimentos para equilibrar o caixa para os próximos anos, enquanto a OGX definiu como prioridade monetizar suas reservas, ou seja, fazer caixa. Esse cenário não é favorável para esperarmos crescimento do setor em 2013, porém, os investidores podem ser beneficiados com alguma melhoria no recebimento de dividendos”, comenta Cardoso.



Empresas fecham ano otimistas para 2013

Macaé Offshore selecionou 12 grandes companhias do setor para mostrar como foi o ano de 2012 e antecipar seus planos de investimento e expansão

Para Petrobras, 2012 teve saldo final positivo

Apesar de estar envolvida em notícias que expuseram dificuldades financeiras e operacionais, a Petrobras acredita que o saldo final foi positivo para a empresa em 2012. Em comunicado enviado à Macaé Offshore, a companhia destaca que alguns fatos deram prova de que há o que comemorar, apesar do clima de crise detectado por analistas do mercado de O&G.

Neste ano, entraram em operação dois importantes sistemas de produção: o navio-plataforma BW Cidade de São Vicente, que opera no teste de longa duração da área de Iracema, no pré-sal da Bacia de Santos, e o FPSO Cidade de Anchieta, que desde setembro produz no pré-sal do Campo de Baleia Azul, na porção capixaba da Bacia de Campos.

Esses dois sistemas de produção têm, cada um deles, capacidade para produzir, respectivamente, 30 mil e 100 mil bpd. “Até o final de dezembro, também entrará em operação o FPSO Cidade de Itajaí, na área de Baúna-Piracaba, no pós-sal da Bacia de Santos. O Cidade de Itajaí poderá produzir até 80 mil barris de petróleo diários”, diz o comunicado.

Resultados no setor exploratório também foram avaliados pela empresa como bem-sucedidos. Em 2012, a Petrobras obteve importantes resultados exploratórios nas áreas de Grana Padano, na Bacia do Espírito Santo; de Pecém, na Bacia do Ceará; de Pão de Açúcar, no pré-sal da Bacia de Campos; de Dolomita Sul, no pré-sal da Bacia de Santos; da Cessão Onerosa, ao Sul de Guará; e de Carcará, ambos também no pré-sal de Santos. “Além disso, a produção diária do pré-sal ultrapassou 200 mil barris por dia, se computadas as bacias de Campos e Santos”, comunica a estatal petrolífera.

A Petrobras acrescenta que o potencial recuperável das áreas do pré-sal já equivale ao volume das reservas provadas atuais. Em dezembro de 2011, as reservas provadas de óleo e gás da companhia eram de 15,7 bilhões de boe. Considerando os volumes potenciais das descobertas no pré-sal, incluindo as áreas da Cessão Onerosa, as perspectivas são de um volume recuperável de quase 30 bilhões de boe, o que equivale ao dobro das reservas atuais.

Bacia de Campos - Na visão da Petrobras, até mesmo a queda conjuntural de produção da Bacia de Campos pode ser encarada de forma positiva, como um desafio, uma vez que será recuperada com a execução do Programa de Aumento da Eficiência Operacional da Bacia de Campos (Proef), lançado em julho de 2012. O objetivo do Proef é consolidar o retorno da eficiência operacional da Unidade de Operações da Bacia de Campos (UO-BC), dos atuais 71% (fechados em dezembro de 2011), para seus níveis históricos, que são próximos a 90%, até 2016.

De acordo com a petroleira, novas tecnologias, que serão implementadas em 2013, permitirão otimizar a produção. “O sistema de separação submarina para águas profundas (SSAO), o sistema de injeção de água bruta (RWI) e o bombeio multifásico submarino proporcionam, entre outras vantagens, redução de custos e aumento no fator de recuperação dos reservatórios na área onde estão instalados”, destaca a empresa, em nota.

Leilões e metas futuras - Com relação às licitações previstas para 2013, a empresa anuncia que já começou a se preparar para a 11ª rodada de leilões da ANP há cerca de seis meses. “Todas as áreas nos interessam, tanto em terra quanto no mar. O potencial dessas áreas já foi estudado e certamente vamos buscar parceiros”, concluiu, sem dar mais detalhes a respeito do processo de preparação envolvido.

Para o futuro, a Petrobras garante cumprir a meta estabelecida de produção de petróleo, que deverá passar dos 2 milhões de barris/dia produzidos no ano passado para 4,2 milhões em 2020. Para isso, a petrolífera confirma encomendas de 21 plataformas de produção e a construção de 30 sondas de perfuração até 2020, além de 49 navios-tanque e centenas de barcos de apoio a serviços offshore. (B.B.)

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Shell: investimentos em curva ascendente

Maior player de óleo e gás atuando no Brasil depois da Petrobras, a Shell investiu, nos últimos 15 anos, US$ 4,4 bilhões no mercado de upstream nacional. E, prestes a completar um século de atuação no País, a petrolífera anglo-holandesa anuncia que esses aportes continuarão em expansão, confirmando o grande interesse em participar dos próximos leilões para exploração e produção. É o que afirma o diretor de Assuntos Externos da Shell, Fábio Caldas, em entrevista concedida à Macaé Offshore. De acordo com executivo, o País é considerado uma área estratégica para a companhia, que está em busca de novas oportunidades de crescimento por aqui.

“Nossa presença em 11 blocos de exploração, desenvolvimento e produção – seis offshore e cinco onshore – comprova o grande interesse da Shell pelo Brasil. Isso sem falar do investimento em etanol através da Raizen, nossa joint venture com a Cosan, e da nossa atuação no mercado de lubrificantes”, afirma o diretor.

Caldas ressalta que, em 2012, a pesquisa em inovação foi o principal destaque dos investimentos da companhia. “Ao longo dos últimos quatro anos, nossos investimentos globais em pesquisa e desenvolvimento ultrapassaram a marca de US$ 1 bilhão anuais. Como resultado de nossos esforços e investimentos, recebemos em 2012 o prêmio de Excelência em Integração de Projeto, conferido pela Conferência Internacional de Tecnologia em Petróleo (IPTC), em reconhecimento pelo nosso trabalho no Parque das Conchas (BC-10), onde temos produzido mais de 50.000 barris por dia, superando as metas de produção”, comemora.

Em função do êxito apresentado, o executivo revela que a companhia tem investido fortemente na execução da Fase 2 do projeto no Parque das Conchas, que envolve a perfuração de 11 novos poços. “Esse projeto é uma das mais importantes iniciativas de upstream do Grupo Shell no mundo. O primeiro óleo da Fase 2 está previsto para o final de 2013. A empresa também está trabalhando ativamente em uma possível Fase 3 que, se aprovada, poderá ser implementada até 2015. Entre nossos avanços tecnológicos e a diversidade de nossos investimentos no Brasil, esperamos manter essa posição de liderança no Brasil”, adianta.

Em relação às rodadas de leilões, confirmadas pelo governo para 2013, a Shell vê como uma decisão muito positiva, tomada na direção do crescimento da indústria. “Esperamos que os leilões do ano que vem marquem a retomada da regularidade na realização de rodadas de licitação. A companhia tem total interesse e irá olhar com muita atenção as áreas que vierem a leilão, seja no pré-sal, pós-sal ou em terra”, garante o executivo. (B.B.)

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Barra Energia quer ampliar sua carteira de projetos

Em 2013, a Barra Energia deverá continuar suas atividades nos blocos dos quais participa e buscar novas oportunidades para ampliar sua carteira de projetos, seja através de farmins, aquisições ou rodadas de licitação de blocos, sempre em consonância com a orientação de negócios preconizada por seus controladores.

“A companhia está atenta às oportunidades de mercado, analisando-as cuidadosamente no sentido de avaliar aquelas que poderiam agregar valor a seu negócio, e deverá participar dos novos big rounds”, afirma o diretor financeiro da companhia, Antônio Cláudio Pereira da Silva, em entrevista à Macaé Offshore.

Segundo ele, a 11ª rodada, prevista para o primeiro semestre de 2013, que abrange 174 blocos, divididos em 17 setores de nove bacias sedimentares, será de fundamental importância para a manutenção de um adequado nível de investimentos. “Isso permitirá a continuidade operacional das empresas aqui estabelecidas e até viabilizará a criação de novas empresas, entre elas, muitas empresas nacionais”, prevê o diretor.

Para o executivo, a participação que a companhia adquiriu nos dois blocos da Bacia de Santos já assegura uma excelente diversificação da sua carteira de projetos, englobando os campos em desenvolvimento de Atlanta e Oliva em reservatórios do pós-sal, três descobertas do pré-sal em avaliação e um grande número de prospectos exploratórios com excelentes perspectivas para o pré-sal e em algumas áreas também para o pós-sal.

A Barra Energia é uma empresa brasileira dedicada à exploração e produção de petróleo nas bacias sedimentares brasileiras. A empresa tem como foco principal de atuação a área marítima (offshore) das Bacias de Santos e Campos, tanto no pós-sal como na nova fronteira do pré-sal.

“A propósito dos investimentos, é importante considerar que a companhia tem um compromisso de aporte de capital de US$ 1,2 bilhão dos seus investidores, dos quais ainda tem um saldo de quase US$ 800 milhões, que são compatíveis com a demanda financeira para o desenvolvimento de ambos os blocos em que tem participação”, ressalta o diretor. De acordo com o executivo, os investimentos em capital fixo e custos capitalizados, em 2012, deverão ser de, aproximadamente, US$ 90 milhões.

A Barra Energia tem participação em dois blocos, BM-S-8 (10%) e BM-S-4 (30%), em parceria com Petrobras, Queiroz Galvão e Galp. Em Carcará, na Bacia de Santos, são 10%, ao lado de Petrobras (66%), Galp (14%) e Queiroz Galvão (10%). Na Rio Oil & Gas deste ano, o presidente da companhia, Renato Bertani, adiantou que as perfurações em Carcará, em fase de delimitação, já mostraram “ótimas possibilidades para áreas próximas”. Foram 471 metros de coluna de petróleo. “Não vou comparar com nenhum bloco, mas posso dizer com segurança que nossa expectativa é que seja um dos mais significativos do pré-sal”, disse, na ocasião. (R.L.)

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Clariant Oil avança no Brasil com Centro de Excelência

Os resultados de 2012 para a suíça Clariant Oil Services foram bastante positivos, especialmente com a inauguração do novo Centro de Excelência no Rio de Janeiro, desenvolvido para ajudar o mercado de petróleo e gás a superar os inúmeros desafios das novas fronteiras exploratórias, especialmente com foco em tecnologia em serviços químicos para as indústrias de óleo e gás, dutos e refinarias. O Centro de Excelência fica na Barra da Tijuca e emprega 15 pesquisadores, todos doutores. O investimento realizado pela empresa não foi divulgado.

“Esta nova unidade cumprirá um papel importante como suporte a todas as operações da empresa na América Latina, com o desenvolvimento e a aplicação de soluções customizadas para atender aos desafios crescentes das companhias petrolíferas, tanto no pré-sal como nos demais cenários das atividades de exploração e produção em águas profundas e ultraprofundas”, avalia o vice-presidente da empresa para a América Latina, Carlos Tooge.

Ele falou com exclusividade à Macaé Offshore sobre o momento que o Brasil vive com a expectativa da produção do pré-sal, dos investimentos e de conteúdo local. Para Tooge, a América Latina é o mercado que mais cresce atualmente. Segundo o executivo, há dois motivos importantes para esse crescimento: a descoberta do pré-sal, com óleo de boa qualidade, e o custo de produção diferenciada, desde que a Petrobras consiga vencer todos os desafios tecnológicos.

“Nós conseguimos oferecer produção tecnológica, que é uma vantagem para a Petrobras. Assim, ela consegue produzir mais para suportar todos os investimentos do pré-sal, que tem expectativa de dobrar de volume até 2014”, explica. Em tom de brincadeira, o diretor diz que o Plano de Negócios da Clariant é igual ao da Petrobras até 2020. “Quando eles soltam o Plano de Investimentos, nós somos obrigados a soltar o nosso”, afirma, se referindo ao direcionamento das ações da empresa junto ao mercado brasileiro. De acordo com Tooge, 95% das encomendas à Clariant no Brasil são da Petrobras. Entre os principais clientes da companhia no mundo estão gigantes como Shell, Repsol, Chevron e PDVSA.

Presença forte no Brasil - A companhia suíça, com sede em Houston (EUA), está representada nas principais regiões produtoras de petróleo do mundo. Já são mais de 100 países, incluindo Estados Unidos, Reino Unido, Noruega. O Brasil, onde já emprega 1.650 empregados, representa um mercado estratégico para a Clariant, que atende à indústria de óleo e gás do País há mais de 40 anos. São três unidades: duas no Rio de Janeiro e uma em Suzano (SP).

“O Brasil é um dos principais mercados de petróleo e gás do mundo, tendo conquistado uma posição de destaque na última década, com o avanço das fronteiras exploratórias e, principalmente, com as novas descobertas que vêm sendo feitas na camada do pré-sal na costa brasileira. A intensificação das atividades exploratórias e de produção no país vai demandar, além de sondas e plataformas de produção, uma grande quantidade de soluções químicas para otimizar essas atividades”, ressalta o executivo.

Segundo Tooge, é crescente a demanda por especialidades químicas para o setor de óleo e gás na região da América Latina, principalmente no Brasil, em função das descobertas de grandes reservas ocorridas nessa última década e dos empreendimentos projetados para o desenvolvimento do chamado pré-sal brasileiro. “A Clariant está preparada para acompanhar o crescimento da indústria brasileira de petróleo, com produtos e serviços para as atividades de exploração e produção”, assegura.

Segundo ele, o incremento das atividades petrolíferas abre uma série de oportunidades para a Clariant também em outras regiões pela similaridade das bacias offshore da costa leste brasileira e costa oeste africana. “Uma vez que esse incremento se dá principalmente na exploração e produção de hidrocarbonetos, a empresa acredita que a expertise acumulada em outros países, em especial no Brasil, constitui uma importante vantagem competitiva”, ressalta. (R.L.)

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OSX: estaleiro começa a operar em 2014

Com US$ 7 bilhões em encomendas e lucro acumulado de R$ 3,9 milhões no primeiro semestre de 2012, a OSX, empresa do setor de indústria naval, concorre para ser o maior destaque dentro da holding EBX, grupo da qual faz parte. E, em 2013, a empresa terá muito trabalho pela frente. Se tudo correr conforme estabelecido pelo cronograma, a conclusão das obras do estaleiro da empresa, a ser instalado no Superporto de Açu, no Norte fluminense, será em 2014, tornando-se o maior da América Latina.

O estaleiro, orçado em R$ 4,8 bilhões – cifra aprovada pelo Fundo de Marinha Mercante (FMM) para tomada de financiamento junto a instituições credenciadas – tem 25% do total já concluído. “Vamos iniciar a operação da Unidade de Construção Naval do Açu, construindo as unidades contratadas de acordo com o cronograma de entregas da companhia. Prevemos inaugurar no primeiro trimestre de 2013 a área norte do estaleiro”, afirma o diretor de Construção Naval da OSX, Danilo Baptista em entrevista à Macaé Offshore.

O estaleiro será operado com tecnologia da sócia coreana Hyundai Heavy Industries (HHI). Com isso, a OSX busca aproveitar o bom momento pelo qual passa a indústria naval brasileira, sobretudo com as oportunidades do pré-sal, cujas áreas serão leiloadas em novembro de 2013. “As condições de mercado no Brasil estão muito atraentes, considerando a expectativa de aumento dos recursos de petróleo e gás natural para 100 bilhões boe, com investimentos anunciados de mais de US$ 14 bilhões, além do fato de o mercado doméstico de equipamentos e serviços estar subatendido e de a Agência Nacional de Petróleo (ANP) exigir o conteúdo local mínimo nas rodadas de licitação das operadoras de O&G. Hoje já temos em carteira encomendas firmes dos clientes OGX, Sapura, KingFish e Petrobras e perspectivas de outros contratos”, afirma Baptista.

Para o executivo, entre os desafios encontrados dentro da indústria naval offshore brasileira, a busca pela qualificação e aperfeiçoamento da mão de obra é o que se faz mais premente. “A OSX já investe recursos nesse sentido. Criamos e já iniciamos as atividades do Instituto Tecnológico Naval (ITN), que tem por objetivo treinar e capacitar profissionais dedicados às carreiras que compõem as equipes da Unidade de Construção Naval (UCN) e da OSX Serviços. Neste momento, 880 alunos foram convocados para a qualificação nos primeiros 23 cursos gratuitos que estamos oferecendo em áreas como Metal Mecânica, Eletricidade, Metalurgia, Automação/Instrumentação, Petróleo, Operação Automotiva, Construção Civil e Gestão”, revela o representante da OSX. (B.B.)

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Setor de óleo e gás alavanca faturamento da Rolls Royce

A britânica Rolls Royce acelera suas turbinas de olho no crescimento do setor de óleo e gás no Brasil. Um exemplo de que a companhia está cada vez mais investindo no País é justamente a construção da fábrica de Santa Cruz, na zona oeste do Rio de Janeiro. A unidade, voltada para a montagem e a revisão de turbogeradores para companhias do setor de O&G, ficará pronta no primeiro semestre de 2013.

“O mercado de óleo e gás é hoje um dos que mais crescem no Brasil, sobretudo com a descoberta de novos campos do pré-sal e sua consequente exploração. Por isso, é um setor que representa inúmeras oportunidades para a Rolls-Royce”, afirma, em entrevista a Macaé Offshore, o presidente da companhia para a América Latina, Francisco Itzaina.

A fábrica de Santa Cruz será a quarta unidade no país. Presente há mais de 50 anos no Brasil, a empresa conta com uma unidade de reparos e manutenção de equipamentos marítimos em Niterói (RJ), o Centro de Serviços da Rolls-Royce de Macaé (RJ) e a unidade de revisão de turbinas para o setor aéreo em São Bernardo do Campo (SP), além do escritório regional da empresa, localizado no Centro do Rio.

“O comprometimento da Rolls-Royce com o Brasil pode ser comprovado pela posição de liderança da empresa no que diz respeito à exploração de óleo e gás, graças às suas unidades de Energia e Marítima. Somando as atuais turbinas a gás que a Rolls-Royce forneceu para a Petrobras durante os 30 anos de parceria entre as empresas e com as 32 que serão entregues, seremos responsáveis por mais de 50% de toda a energia gerada nas plataformas offshore da estatal”, destaca o executivo.

Segundo ele, os negócios e as operações da Rolls-Royce na América do Sul têm gerado receitas anuais acima de U$ 700 milhões, o que representa cerca de 4% do faturamento global da companhia. “Nos próximos dez anos, esperamos quase duplicar este faturamento. Sem dúvida, a maior parte desse crescimento resultará da exploração offshore de petróleo e gás, que revela novas oportunidades para as nossas divisões marítima e de energia”, afirma.

A receita global de 2011 da Rolls-Royce foi de cerca de R$ 37 bilhões. Ano passado, em conjunto com a alemã Daimler, a companhia assumiu o controle da Tognum, no Brasil, representada pela MTU. “No momento, estamos em fase de entendimento das oportunidades de sinergia, não havendo no horizonte de curto prazo nenhuma intenção de fusão ou aquisição nova”, salienta o executivo.

Conteúdo local - Um dos desafios que a Rolls-Royce tem no país, diz Itzaina, é aumentar significativamente o nível de conteúdo nacional de seus equipamentos, contribuindo também para o desenvolvimento de uma cadeia local de fornecedores. “A nova fábrica em Santa Cruz garantirá um nível gradativamente maior de conteúdo local, por exemplo, em cada pacote de turbina a gás entregue à Petrobras, cujos componentes serão, em parte, produzidos por fornecedores brasileiros”, afirma Itzaina.

Para ele, a política de conteúdo local é um dos desafios e, consequentemente, um dos focos da Rolls-Royce no país. “Estamos alinhados com as exigências do governo brasileiro e esperamos aumentar, gradativamente, nosso nível de conteúdo nacional. As nossas atividades no país são provas desse forte comprometimento”, garante. Segundo ele, recentemente, a Rolls-Royce mapeou oito empresas locais com potencial para fornecer os componentes dos 32 turbogeradores contratados pela Petrobras e que serão montados na nossa nova fábrica em Santa Cruz.

“A entrega desses equipamentos será dividida em oito lotes, e o aumento de conteúdo local será gradativo conforme os pacotes forem sendo entregues. Esperamos alcançar o nível de, no mínimo, 52% no último lote”, explica. No início de 2012, a Rolls-Royce fechou um contrato com a armadora brasileira Navegação São Miguel. Em junho, foi entregue a primeira embarcação oriunda desse contrato - o navio Mar Limpo II - destinado a atuar em vazamentos do oceano e que conta com mais de 70% de conteúdo local, parte do qual tem contribuição da empresa.

Para o presidente, outro desafio importante que a companhia pretende equacionar é o de treinar os profissionais requeridos pela Rolls-Royce, sejam eles da própria companhia ou de seus clientes, para operar os equipamentos. “Isso se torna prioritário no Brasil para que possamos materializar o enorme potencial que o setor de óleo e gás apresenta no país”, revela.

Portfólio - A Rolls-Royce tem atualmente uma base de clientes que inclui mais de 500 companhias aéreas, 4.000 operadores corporativos e governamentais de aviões e helicópteros, 160 forças armadas, mais de 4.000 clientes marítimos, incluindo 70 marinhas de guerra, e clientes de energia em aproximadamente 80 países. No Brasil, destacam-se clientes como a LAN, TAM, Avianca, Embraer e Petrobras – cuja parceria é de mais de 30 anos. A companhia emprega mais de 40 mil pessoas ao redor do mundo, que são treinadas em escritórios, instalações fabris e em serviço em mais de 50 países, entre os quais o Brasil. Desses funcionários, mais de 11.000 são engenheiros. No Brasil, já são quase 600 funcionários diretos. (R.L.)

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Expertise dinamarquesa Danfoss no O&G brasileiro

A Dinamarca é reconhecida mundialmente por estar bem posicionada entre os países que detêm tecnologia para extração de petróleo e gás em terra e no mar. Com essa experiência, a Danfoss – empresa de origem dinamarquesa, especializada no desenvolvimento e fabricação de controles eletromecânicos e eletrônicos, soluções de sistemas para indústrias de refrigeração, ar condicionado e aquecimento – busca se consolidar no mercado de óleo e gás brasileiro.

Presente em 110 países e com faturamento anual em torno de 4,2 bilhões de euros ao ano, a empresa está de olho nas oportunidades advindas do aquecimento do setor, sobretudo no segmento offshore. Por isso, a Danfoss criou, há dois anos, uma área específica para atender os clientes do mercado de petróleo.

“Criamos este departamento em 2010, em função da grande demanda do setor de óleo e gás. O objetivo é buscar trabalhar com a Petrobras e com empresas que atuam em torno da estatal. Por isso, a Danfoss está investindo para ampliar sua presença no setor naval offshore brasileiro. Com experiência de 40 anos neste setor, a empresa busca trazer ao Brasil soluções que atendam ao conteúdo local, entrando em sintonia com as exigências da ANP”, afirma Elyane Tronchin, gerente de vendas do setor de Óleo e Gás da Danfoss, em entrevista à Macaé Offshore.

A gerente revela que 2013 será o ano em que grande parte das encomendas feitas serão entregues. Sem citar números, a executiva comenta que mais investimentos serão realizados no setor. “Todo o mercado está se preparando para participar dos próximos leilões de licitação para exploração, sobretudo no pré-sal, e nós não podemos ficar de fora”, assegura.

Novos produtos e treinamentos - Novos produtos fazem parte da estratégia de expansão da Danfoss no setor de O&G. “Nesses dois anos de existência da área de O&G da Danfoss Brasil, já percebemos bons resultados de venda”, afirma a executiva. Na Rio Oil and Gas 2012, a empresa expôs novos equipamentos para o setor offshore: os produtos da linha VLT Drives, que são VLT Automation Drive FC 300, VLT Advanced Active Filter AAF 006 e VLT Softstarter MCD 500 com o novo display LCP501.

“Eles são voltados para o segmento de óleo e gás e indicados para a obtenção do controle fácil e eficiente de qualquer aplicação acionada por um motor CA”, explica Elyane. Segundo ela, os VLT Drives possibilitam controle de uma aplicação – ventilador, bomba, compressor, centrífuga, grua etc. – por meio de fonte de alimentação.

A executiva conta ainda que a Danfoss do Brasil faz treinamentos em parceria com a Petrobras. “Com sua expertise e capacidade técnica em conversores de frequência, os treinamentos práticos e teóricos da Danfoss são voltados para os novos engenheiros elétricos contratados pela estatal e também para os profissionais mais experientes da empresa”, destaca.

Com o segmento pelo qual é responsável instalado dentro da divisão de Power Electronics da empresa, Elayne afirma que a empresa oferece pacotes que envolvem conversores de frequência de baixa tensão, soft starters de média e baixa tensão, filtros ativos e passivos de harmônicas e os serviços relacionados a essa gama de produtos, incluindo treinamento, start-up, potenciais desse mercado para a divisão. (B.B.)

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Caterpillar/Sotreq garante forte expansão em 2013 por conta do pré-sal

A contratação, pela Petrobras, de 27 sondas de perfuração para o présal é tida como uma das principais oportunidades de negócios para a Caterpillar e a Sotreq, sua representante de vendas no Brasil, em 2013. É o que revela Dave Dunlevy, gerente geral da Caterpillar para o mercado global de petróleo e gás. O executivo esteve no País para participar da 16ª edição da Rio Oil & Gas e, em entrevista à Macaé Offshore, revelou que a empresa produzirá uma nova linha de grupos geradores marítimos voltados para perfuração e produção de petróleo na camada pré-sal, com vistas à grande demanda que a exploração de petróleo nesta área específica terá nos próximos anos.

“Estamos animados. É importante dizer também que a tecnologia desenvolvida aqui, que consiste em explorar petróleo e gás em águas muito profundas, poderá ser empregada em várias partes do mundo’, contou Dunlevy, em entrevista da qual participou também o diretor da unidade de petróleo e marítimo da Sotreq, Gustavo Sepúlveda. De fato, para ampliação da produção nacional de grupos geradores, a fábrica da Caterpillar em Piracicaba (SP) está aumentando sua capacidade com o objetivo de oferecer soluções em sistemas de energia e atender às exigências de conteúdo nacional.

“A expansão da fábrica atenderá à produção de grupos geradores de grande porte, C280 e 16CM32C, na faixa de 1820 ekW a 7680 ekW, para apoiar a demanda offshore no mercado brasileiro. Esta expansão das instalações está alinhada com o desenvolvimento de novos produtos, engenharia colaborativa e ampliação da capacidade da cadeia de fornecimento da companhia. A meta da Caterpillar é oferecer ao mercado um índice de 60% de nacionalização”, disse o executivo.

Para acomodar a produção dos novos modelos, haverá uma ampliação de 12.000 m² na fábrica. De acordo com Dunlevy, este novo investimento em Piracicaba criará a capacidade necessária para atender à demanda dos estaleiros brasileiros por modelos de maior porte, com motores de média rotação, relativos às necessidades do pré-sal e da indústria de petróleo no Brasil.

Além de Piracicaba, Sepúlveda informa que a Caterpillar está investindo R$ 20 milhões numa nova filial em Macaé, conforme já adiantado pelo Portal Macaé Offshore. A unidade será instalada em um terreno de 25 mil m², localizado nas proximidades do Terminal de Cabiúnas da Petrobras (Tecab), e terá como foco principal o suporte às operações offshore de petróleo e marítimo na região. “A política de conteúdo local está sendo encarada como estratégica pela Caterpillar”, avalia.

Sepúlveda afirma, ainda, que os investimentos anunciados vão ao encontro das necessidades existentes dentro do segmento offshore de petróleo e marítimo na Sotreq, que tem crescido na ordem de 40% ao ano. “Nosso objetivo é investir antecipadamente para estarmos sempre capacitados para atender à demanda crescente desses mercados”, ressalta. A Sotreq tem investido cada vez mais em setores emergentes como petróleo, gás e energia, com unidades, filiais e pessoas especializadas nestes segmentos estratégicos.

O diretor da Sotreq destacou ainda que a perspectiva também é de grande crescimento para os próximos anos. Além das embarcações e plataformas construídas no exterior e que chegam ao Brasil equipadas com produtos Caterpillar, a Sotreq espera um incremento significativo de suas vendas, alavancado pela revitalização da indústria naval e offshore do Brasil. “Com a revitalização da nossa indústria, orientada por política governamental com exigência de índices crescentes de conteúdo local, a tendência é de que as novas construções ocorram no Brasil, trazendo benefícios e desenvolvimento a toda a cadeia de fornecimento local”, conclui. (B.B.)

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Chemtech comemora resultados positivos de 2012 na área de refino

Um ano de boas notícias e com promissoras perspectivas para o futuro. Esse é o cenário descrito pelo presidente da Chemtech, Daniel Moczydlower, que comemora os resultados obtidos pela empresa em 2012 no setor de óleo e gás, sobretudo na área de refino. “O ano de 2012 foi excelente para a Chemtech em função dos avanços e da conclusão de grandes projetos, principalmente na área de refino, em que estivemos envolvidos no detalhamento das refinarias Premium I e Premium II. Recebemos, recentemente, encomenda para elaboração de projeto para construção de um terminal de regaseificação da Baía de Todos os Santos, em Salvador (BA). Isso representou um marco para o crescimento da nossa atuação na área de refino”, disse.

Segundo o executivo, o objetivo agora é que a empresa se consolide no mercado offshore. Para ele, esse será o grande desafio para o ano que vem, sendo o segmento demandante de grandes projetos, escorados nas rodadas de licitação anunciadas pelo Ministério de Minas e Energia. Moczydlower garante que a Chemtech está fazendo o dever de casa e se mostra preparada por atuar na área offshore.

Ele destaca os estudos feitos pela empresa para o detalhamento de vários pacotes para navios replicantes do présal. “Conseguimos fazer a transição do onshore para o offshore. Estudamos e mapeamos este segmento para aproveitar as oportunidades que estão surgindo. Verificamos a entrega das propostas da parte onerosa com mais dois navios replicantes que irão atuar na região. Acreditamos que teremos boas chances de participar, de alguma forma, no projeto”, afirma Moczydlower.

Prova disso é o primeiro contrato fechado com a Mendes Júnior/OSX, orçado em R$ 900 milhões, para fazer o detalhamento de oito módulos para cada um dos FPSOs replicantes contratados pela Petrobras e seus parceiros. As embarcações irão operar na exploração do pré-sal. Cada unidade poderá processar até 150 mil barris/dia de petróleo e comprimir 6 milhões de m³/dia de gás, com previsão de entrega em setembro de 2013.

Além do detalhamento dos módulos, a Chemtech atuará na integração de dois outros FPSOs: o P-67 e o P-70. Ao todo, serão envolvidos mais de 150 colaboradores da Chemtech de todas as disciplinas de engenharia. “Não estamos focando apenas fechar contratos com a Petrobras, mas também com outras operadoras. E por isso estamos apostando que venha uma série de FPSOs no ano que vem”.

Disputa com a Technip - Ele revela ainda que a tendência num futuro próximo é a Chemtech conseguir um mar- ket share no setor offshore de mais de 50%, emparelhando, assim, com o seu principal concorrente no Brasil, a Technip. “A Chemtech, junto com a Technip, são as únicas empresas de projeto de engenharia no Brasil capazes de projetar uma FPSO em sua totalidade”, ressalta. Para isso, ele fala dos investimentos feitos pela Siemens, nos quais a Chemtech é parte integrante – ela faz parte do grupo Siemens – para a criação do centro de pesquisa e desenvolvimento na Ilha do Fundão. “A Chemtech quer criar tecnologia local, pois há vários desafios que com o centro de P&D serão equacionados”, afirma.

Com muito trabalho pela frente, é possível consolidar bom projeto com preço e prazo de entrega? Para Moczydlower, sim. “Nosso desafio é buscar estruturar bem os projetos, e a Chemtech acredita que o Brasil tenha condições de fazer frente a esses desafios. É claro que isso vai passar por um investimento grande de gestão e precisamos ser bastante assertivos no planejamento da gestão desses empreendimentos”, analisa. Em sua avaliação, o sucesso dos empreendimentos começa, necessariamente, com o desenho de uma boa engenharia.

“Recusamos a ideia de que a boa engenharia se baseia na premissa do menor preço. Esse não é o melhor caminho para resolver esses problemas. Então, a bandeira que temos levantado é que se contrate uma engenharia de qualidade e local. Isso porque quando se importa um projeto, ele tem que ser otimizado com os padrões de onde ele foi desenvolvido. Dessa forma, fica mais difícil adaptálo ao padrão brasileiro e isso se reflete em toda a cadeia. Se o projeto for gerado aqui, elaborado por profissionais que conhecem o parque industrial local e sabem os pontos fortes e fracos existentes, as chances de esse projeto ser bem-sucedido aumentam”, conclui. (B.B.)

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Techint aprimora seu know-how no setor

Com 65 anos completados este ano no Brasil e com um faturamento de US$ 500 milhões no país, a Techint Engenharia e Construção quer continuar investindo fortemente no setor de óleo e gás. “Nossas metas para 2013 são desenvolver cada vez mais nossos recursos humanos, fortalecendo assim o nosso know- how no segmento de projetos offshore”, afirma o diretor-geral da Techint Engenharia e Construção, Ricardo Ourique, em entrevista à Macaé Offshore.

Responsável pela construção e montagem de unidades offshore como seu principal negócio no setor de óleo e gás, atualmente a companhia está investindo mais de US$ 200 milhões na ampliação de sua Unidade Offshore em Pontal do Paraná, situada em uma área de 200 mil m², para a execução de projetos completos de Integração e fabricação de módulos de FPSOs, plataformas fixas, entre outros.

Segundo ele, a estratégia da Techint no mercado é de crescimento orgânico, mas não descarta analisar novas oportunidades de aquisições ao longo dos próximos anos. “Já avaliamos várias, mas não fechamos nenhuma por não atenderem por completo às nossas expectativas”, completa.

“Seguiremos investindo em melhorias em nossas unidades offshore nas bases de Pontal e de Antonina, visando a ampliar nossa capacidade no desenvolvimento de projetos nessa área. Além disso, pretendemos manter nosso ritmo de crescimento nos mercados em que já estamos”, ressalta.

Oferecendo serviços de engenharia, construção, fornecimento de equipamentos, além de operação e serviços de gestão de projetos de grande porte, a Techint conta hoje com aproximadamente 8.000 funcionários espalhados pelos sete unidades no Brasil.

Para Ourique, o mercado brasileiro de petróleo é promissor e com grandes perspectivas pelos investimentos necessários para a exploração do pré-sal e pela manutenção das produções existentes. Segundo o diretor, apesar das grandes oportunidades que o cenário brasileiro vem transformando em realidade, o setor impõe vários desafios para as empresas operadoras e fornecedoras.

Entraves afetam o setor - De acordo com o executivo, alguns entraves ainda afetam o setor, como, por exemplo, equacionar os recursos financeiros necessários para a realização dos projetos previstos e manter a competitividade, respeitando os limites definidos de conteúdo local para cada projeto. Outro desafio do país é promover o crescimento da cadeia de fornecedores, sem estimular o excesso de capacidade em alguns segmentos, principalmente nos estaleiros, pois o custo futuro do insucesso dessas empresas será grande para o País.

Sobre a obrigatoriedade imposta pela Agência Nacional do Petróleo, Gás e Biocombustíveis (ANP) de conteúdo local nos equipamentos, navios e plataformas, o diretor afirma que a companhia respeita as regras estabelecidas nas concorrências e projetos de que participa, buscando equilibrar os limites estabelecidos com a competitividade que a importação de alguns componentes pode agregar ao custo do projeto. “No entanto, não olhamos somente custo. A qualidade e a confiabilidade do fornecedor são extremamente importantes, sendo sempre priorizado o fornecedor nacional”, destaca Ourique.

O executivo diz que a Techint vê com muito bons olhos o anúncio sobre a nova Rodada de Licitações de Blocos de Petróleo, previsto para 2013, pois sinaliza a retomada de um processo que estava parado, o que é positivo para o setor. O diretor faz questão de frisar, no entanto, que para o mercado de construção e montagem seu reflexo ocorrerá daqui a alguns anos, pois o desenvolvimento de um campo é um processo longo, de alto custo e incerto para o operador. (R.L.)

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Aker Solutions amplia sua presença no Brasil

Especializada em sistemas submarinos, perfuração, amarração e descarregamentos e navios de instalação (offshore marine asstes), que reúnem engenharia e tecnologia para extração de óleo e gás, desenvolvimento e produção, a Aker Solution está ampliando suas bases no Brasil de olho nas perspectivas de crescimento do setor. Em Macaé (RJ), a Aker Solutions está investindo cerca de R$ 200 milhões em uma nova planta, dedicada a equipamentos e serviços de perfuração.

Na unidade de Curitiba (PR), a empresa também está investindo cerca de R$ 30 milhões em novas máquinas para a fábrica de equipamentos submarinos. Presente em mais de 30 países, a companhia emprega cerca de 25 mil pessoas que criam e utilizam tecnologias para entregar soluções aos seus clientes e mantém forte presença no Brasil, onde conta com 1.400 funcionários distribuídos em três unidades: Rio de Janeiro (RJ), Rio das Ostras (RJ) e Curitiba (PR).

Em entrevista à Macaé Offshore, o presidente da Aker Solutions, Luís Araújo, afirma que o mercado de óleo e gás brasileiro, principalmente o segmento offshore, apresenta enormes oportunidades para a empresa. “Acreditamos ter muitas das tecnologias necessárias para a exploração das reservas ultraprofundas brasileiras e que as áreas de equipamentos submarinos e equipamentos de perfuração sejam as que apresentam as maiores oportunidades, visto que somos um dos líderes nestes dois segmentos”, destaca.

Segundo ele, há oportunidades nas áreas de engenharia e sistemas de processo, nas quais a Aker conta com capacidade e histórico de fornecimento para o mercado local de unidades flutuantes. Para Araújo, as oportunidades estão no fato de o Brasil ser o maior mercado para equipamentos submarinos no mundo e estar se tornando também o maior mercado de perfuração em águas profundas.

“Hoje temos um terço de todas as sondas de águas profundas trabalhando no país e, no final da década, com a construção de novas sondas, teremos mais da metade de toda a frota global baseada em águas nacionais”, destaca o presidente da Aker. Um exemplo desse otimismo, segundo Araújo, é o navio Skandi Santos, que tem um contrato de longo prazo com a Petrobras e apresenta alta performance, tanto em termos operacionais, quanto em termos de segurança e meio ambiente.

Sobre a 11ª Rodada de Licitação, prevista para o ano que vem, o presidente da companhia está otimista: “A Aker está fazendo enormes investimentos no Brasil com uma perspectiva de sustentabilidade, e a retomada dos leilões, anunciada pelo gover no, é extremamente importante para que tenhamos continuidade na exploração e desenvolvimento de novos campos”, declara. No se que refere aos desafios, o executivo destaca a qualificação de mão de obra em quantidade e dentro de um tempo bastante curto. “Isso nunca foi feito em qualquer outro mercado na história de nossa indústria”, ressalta.

Novas aquisições e contratos - Para Luís Araújo, as origens e experiências norueguesas garantem todo o comprometimento da Aker Solutions entre os fornecedores no mercado brasileiro. Como exemplo, o diretor cita a fábrica de risers de perfuração, que é a única deste tipo no Brasil, e a nova fábrica em Macaé, dedicada a equipamentos de perfuração. “Nós costumamos dizer que nosso comprometimento com o conteúdo local é inigualável entre os fornecedores no mercado brasileiro”, garante o presidente.

Recentemente, a companhia anunciou algumas aquisições, como, por exemplo, a da NPS Energy, na área de intervenção em poços, no valor de cerca de US$ 450 milhões. Esta aquisição complementa o portfólio e permite à Aker acesso ao mercado do Oriente Médio e África do Norte, um dos maiores de mundo, onde se encontram cerca de 60% das reservas provadas no planeta.

“Também anunciamos este ano alguns contratos importantes, como, por exemplo, um contrato com a Jurong para o fornecimento de 6 + 1 pacotes completos de perfuração relativos às sondas que serão fornecidas à Sete Brasil. Estaremos, portanto, iniciando a execução deste contrato e esperamos que outros contratos importantes entrem em nossa carteira”, finaliza. (R.L.)

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Encomendas de O&G já respondem por 30% do faturamento da Wilson Sons

Com faturamento de US$ 698 milhões em 2011 e 100% das operações e receitas provenientes do Brasil, o Grupo Wilson Sons, um dos maiores operadores portuários, marítimo e de logística do mercado nacional, pretende colher em 2013 os frutos dos grandes investimentos em expansão das atividades realizada entre 2011 e 2012. Com 175 anos de atuação no Brasil e efetivo de 6,6 mil funcionários, a companhia conta com uma ampla rede nacional e presta uma gama completa de serviços para as empresas que operam na indústria de óleo e gás, no comércio internacional e na economia doméstica.

“Do lado de terminais, investimos na expansão do Tecon Salvador, onde a capacidade está aumentando em até 80%. Nosso estaleiro está mais do que dobrando sua capacidade e esperamos aumentar significativamente o faturamento do negócio offshore, com a previsão de entrada em operação de mais de cinco novas embarcações offshore até o final de 2013”, afirma Renata Pereira, diretora executiva da Brasco Logística Offshore e responsável pela área de óleo e gás do Grupo Wilson Sons.

Em entrevista à Macaé Offshore, ela afirma que as oportunidades para o próximo ano serão muitas e que a companhia possui vantagens competitivas importantes para aproveitá-las, a partir de seus ativos estratégicos, como estaleiros, embarcações de apoio offshore e bases de apoio. A indústria de O&G representou, em 2011, 30% do faturamento do grupo, percentual que deve se manter neste ano de 2012.

Segundo Renata, os negócios da companhia que atendem ao setor são principalmente os terminais portuários, via base de apoio à indústria offshore (Brasco); offshore, via operação de embarcações de apoio (OSVs); e rebocagem, como operações de plataformas, FPSOs, navios-sonda e estaleiros, via construções de embarcações própria e para terceiros para apoio à indústria offshore. A companhia opera terminais especializados no atendimento das necessidades da indústria de exploração de petróleo, e sua maior base está localizada em Niterói (RJ).

Sobre o plano de crescimento e expansão da empresa, a diretora do grupo afirma que a empresa estuda constantemente opções de fusões e aquisições e de entradas em novos mercados rentáveis e promissores, dando preferência aos mercados onde há sinergias com os negócios da companhia. “Nossos estudos visam a garantir o crescimento de rentabilidade aos acionistas do grupo. No Plano de Investimentos da companhia divulgado no início de 2011 (US$ 1,8 bilhão de 2011 a 2017), não havia, ainda, previsão de incorporações de outras sociedades, apenas investimentos de expansão dos ativos existentes”, ressalta a executiva.

No que tange às resoluções da Agência Nacional de Petróleo, Gás e Biocombustíveis (ANP) sobre conteúdo local, a diretora garante que a Wilson Sons busca proativamente exceder os índices requeridos nas rodadas licitatórias e incentivadas pelos agentes financeiros dos empréstimos oriundos do Fundo da Marinha Mercante (FMM). “A companhia nacionaliza a maior quantidade de componentes possível ao mesmo tempo mantendo os altos níveis de qualidade, preço e prazo de entrega de suas embarcações”, afirma Renata.

Para Renata, a perspectiva de novos leilões, prevista para o ano que vem, é muito positiva, pois a empresa está posicionada nas principais áreas estratégicas para o atendimento das demandas que advierem da rodada, especialmente com a Brasco em Salvador (BA) e em São Luís (MA). (R.L.)

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Technip promete fábrica de dutos mais moderna do mundo para atender o setor

Até o quatro trimestre de 2013, a Technip começa a operar a unidade mais moderna do mundo em produção de dutos submarinos. “Essa unidade, que encontra-se em construção no Superporto do Açu, de propriedade da LLX, em São João da Barra, Norte Fluminense, será totalmente capacitada para superar os desafios do pré-sal”, destaca o diretor de Recursos Humanos da Technip, Nelson Prochet.

No início de 2012, a empresa do grupo francês ganhou um contrato de cinco anos com a Petrobras, num total de US$ 2,1 bilhões, cujo foco será a construção de 1.400 quilômetros de dutos para escoamento de petróleo na costa do Brasil. “O pré-sal está saindo de 2.000 metros para 3.000 metros de lâmina de água e isso requer alta tecnologia”, complementa o executivo, em entrevista à Macaé Offshore.

Presente no Brasil desde 1976, a Technip oferece serviços e soluções tecnológicas para campos de desenvolvimento em águas profundas, instalações offshore e unidades de processamento onshore, com recursos integrados e navios de instalação de dutos submarinos. Com cerca de 3.800 profissionais no País, a companhia atua na área de gerenciamento de projetos, engenharia e construção para a indústria de óleo e gás, oferecendo soluções e tecnologias inovadoras, com o máximo de conteúdo local.

A Technip Brasil atua em três segmentos de negócios: subsea, offshore e onshore. No Brasil, possui escritórios no Rio de Janeiro, Macaé, Angra dos Reis e Vitória. Atualmente, o principal cliente é a Petrobras, que responde por 95% da carteira de óleo e gás da companhia. “É um orgulho imenso para a Technip ter a estatal como parceira nos projetos porque juntas desenvolvemos tecnologia para setor”, destaca Prochet.

Em relação ao quadro de funcionários, o diretor ressalta que até 2014 a empresa do grupo francês espera chegar a seis mil trabalhadores brasileiros. Com um discurso otimista, Prochet diz sentir que a Petrobras vai retomar os investimentos em 2013. “Com o leilão previsto para o ano que vem, será injetado mais dinheiro e, com isso, mais empregos”, completa.

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Trelleborg, agora em Macaé, enfrenta desafios para crescer no Brasil

Fornecedor de soluções principalmente para a exploração offshore de petróleo e gás e mercados de fabricação naval, o grupo sueco Trelleborg acaba de desembarcar em Macaé (RJ), de olho nas oportunidades do setor. Inaugurada em setembro, a Trelleborg Offshore recebeu investimento de R$ 50 milhões e gerará cerca de 150 empregos diretos na região até 2015. A nova unidade, instalada em Cabiúnas, é voltada para a industrialização de produtos marítimos e, especificamente, flutuadores de instalação dos risers para a Petrobras.

A fábrica completa o portfólio de produtos da empresa, que já inclui investimentos em tecnologia para automotivos, construção, transporte, maquinário, entre outros. A Trelleborg desenvolve soluções inovadoras para vedar, amortecer e proteger ambientes offshore. Atualmente, o grupo tem 25 mil funcionários nas diversas unidades e faturamento anual de R$ 7,5 bilhões.

De acordo com presidente da Divisão Offshore & Construction da Trelleborg, Fredrick Meuller, o potencial do mercado de óleo e gás no Brasil surpreendeu as projeções da própria companhia, porém, os desafios a vencer são enormes. “Nós não esperávamos encontrar um potencial tão grande neste país, mas acho complicadas empresas vindas dos Estados Unidos e da Europa fincar suas bases aqui no Brasil. O país tem potencial, mas nada é fácil”, afirma Meuller, em entrevista à Macaé Offshore.

Um dos desafios no mercado brasileiro é garantir a competitividade da empresa em linha com o seu ordenamento fiscal. Outro ponto bastante crítico, segundo o executivo, é no âmbito intercultural com clientes brasileiros, fornecedores e mão de obra. “Só passando dessa fase é que nós vamos conseguir atingir o sucesso. Esses são os desafios mais importantes para a Trelleborg”, afirma o CEO.

Meuller destaca a importância estratégica de Macaé para os negócios da companhia, já que seus principais clientes na área de perfuração estão localizados na região. “Macaé é fundamental para a logística da empresa. De um lado está o Rio de Janeiro e do outro, o Espírito Santo, e não muito longe, São Paulo, de onde os produtos podem chegar através dos portos e aeroportos”, afirma o presidente.

A companhia atua hoje no Brasil em dois segmentos: o mercado Subsea, em que conta com clientes como a GE, Wellstream e Odebrecht, e a área de perfuração. Hoje a empresa conta com mil funcionários em sua carteira, atuando nos mais diversos segmentos. A maior parte do seu quadro está em São Paulo, onde a Trelleborg mantém instalações em São José dos Campos, para produção de itens baseados na tecnologia de polímeros, como produtos de flutuação, mangueiras e vedações. (R.L.)

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Siemens prevê boas oportunidades para os próximos cinco anos

Atenta ao grande potencial do setor de óleo e gás no Brasil, a Siemens, um dos principais parceiros tecnológicos da indústria de petróleo, prevê para os próximos cinco anos momentos de oportunidades bastante diversos. “O Brasil vive um grande momento no setor de petróleo e gás, principalmente com o pré-sal”, afirma o diretor da divisão de Óleo e Gás da companhia no Brasil, Welter Benício.

Segundo ele, a Siemens oferece soluções integradas, voltadas a todos os aspectos operacionais. Hoje, os equipamentos e sistemas da companhia estão presentes em dois terços de todas as plataformas offshore brasileiras projetadas nos últimos oito anos. “Vendemos nossa tecnologia para toda a cadeia de petróleo e gás, como o estaleiro OSX, submarinos, FPSOs, refinarias e petroquímica”, destaca o executivo.

Com o intuito de desenvolver o crescimento tecnológico, a Siemens está investindo US$ 50 milhões na instalação do Centro de P&D, no Parque Tecnológico localizado no Rio de Janeiro. Segundo o diretor, as operações começam já em 2013 e as principais linhas de pesquisa da empresa serão em engenharia submarina nos equipamentos da empresa – drivers e conectores – na compressão submarina e nos sistemas de tratamento de água, entre outros.

O empreendimento ocupará uma área construída de 4 mil metros quadrados e irá operar, inicialmente, com 800 pesquisadores e engenheiros, além de gerar vagas para pelo menos outros 200 profissionais até 2016. No Brasil, o Grupo Siemens conta com 10.106 empregados, 14 fábricas e sete centros de pesquisa e desenvolvimento (P&D) espalhados por todo o País. (R.L.)

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OGX amarga seu pior momento em seus cinco anos de vida

O dia 27 de junho de 2012 foi marcante para a OGX, braço petrolífero da holding EBX, do empresário Eike Batista. Foi nesta data que a empresa viveu o seu pior momento desde a sua criação em 2007, após ver as suas ações despencarem, num só dia, 25%. O motivo: a divulgação da produção abaixo do anunciado meses antes, no campo de Tubarão Azul, localizado na Bacia de Campos, única área onde a OGX produz petróleo atualmente.

Como a previsão feita pelo então presidente da OGX, Paulo Mendonça, de que o campo teria condições de produzir de 40 a 50 mil barris de petróleo por dia em 2012 não se concretizou –verificou-se que o campo dava vazão a 5 mil barris de óleo equivalente (boe) por dia por poço – veio a crise e, com ela, a troca de comando da empresa. Para substituir Paulo Mendonça, foi chamado Luiz Carneiro, que até então ocupava o posto máximo na OSX.

O próprio Eike Batista teve que interceder e pedir calma aos investidores, garantindo que a empresa trabalha para aumentar a produtividade dos poços nos quais opera, afastando qualquer ameaça de falência. O presidente da empresa anunciou que a meta, anteriormente anunciada, será alcançada em 2013.

Meses depois, mesmo recuperando terreno, as perdas nas ações fizeram com que a OGX apresentasse queda de 60% de seu valor de mercado, registrando, também, nos seis primeiros meses do ano, prejuízo de R$ 543 milhões.

No entanto, notícias positivas também foram divulgadas pela empresa. No primeiro trimestre de 2012, a OGX deu entrada na produção do segundo poço em Waimea (OGX-68HP) e início ao desenvolvimento do Campo de Tubarão Martelo (anteriormente, Complexo de Waikiki), ambos na Bacia de Campos.

“Após a substituição da bomba centrífuga de um de nossos poços, OGX-26, retomamos sua produção e iniciamos a perfuração do terceiro poço produtor no Campo de Tubarão Azul, na Bacia de Campos, com entrada em operação prevista para o final desse ano.

Em paralelo, iniciamos o desenvolvimento do Campo de Tubarão Martelo e seguimos com nossa campanha exploratória, tendo feito descobertas de óleo em Itacoatiara e Honolulu, ambos na Bacia de Campos”, comentou Luiz Carneiro, CEO da OGX. “Em julho, entregamos a carga adicional de aproximadamente 800 mil barris de óleo à Shell, totalizando a entrega de 1,6 milhão de barris no ano”, adicionou.

Ainda no mês de setembro, a OGX obteve da ANP licença para perfurar os primeiros dois poços produtores do Campo de Tubarão Martelo, no Complexo de Waikiki. A empresa conta que já foi iniciada a perfuração do poço TBMT-1, com a sonda Ocean Lexington, e o poço TBMT-2 será perfurado em breve. No campo de Tubarão Azul, a OGX recebeu, em julho, a autorização da ANP para iniciar a perfuração do primeiro poço injetor e do terceiro poço produtor, tendo este último já começado a ser perfurado.

Já na Bacia do Parnaíba, a companhia informou que avançou no desenvolvimento de produção, obtendo bons resultados em dois poços exploratórios, com a conclusão da perfuração de poços OGX-82 e OGX-88, além de ter perfurado 15 poços produtores, considerando os poços exploratórios OGX-22 e OGX-38, que se tornarão produtores.

A empresa anunciou ainda que a produção de gás natural no Campo de Gavião Real, localizado na Bacia de Parnaíba, será iniciada ainda no quarto trimestre desse ano, com o comissionamento da UTG e das turbinas do Complexo Termelétrico MPX Parnaíba. A produção comercial se dará no início de 2013, garantindo, assim, caixa para a OGX.

O saldo de caixa e equivalentes de caixa totalizava R$ 5,9 bilhões em 30 de junho de 2012, o que representa um aumento de R$ 571,4 milhões em relação a 31 de dezembro de 2011. Esse aumento está associado às captações feitas no primeiro trimestre do ano.

"Nossos projetos dentro do Grupo EBX estão ajudando a desenvolver uma plataforma de crescimento sólida e sustentável. Estamos dentro do prazo previsto para entregar gás à MPX até o final deste ano na Bacia do Parnaíba, com 15 poços produtores perfurados e mais a caminho. Além disso, os FPSOs adicionais da OSX se encontram dentro do cronograma, com chegada esperada no segundo semestre de 2013", analisou o presidente da OGX. (B.B.)

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GE Oil & Gas faz investimentos pesados no Brasil

Para acompanhar o crescimento do mercado brasileiro de petróleo e gás, a GE Oil & Gas tem anunciado constantes investimentos neste setor. Em setembro, na feira Rio Oil & Gas, a empresa anunciou que investirá US$ 32 milhões para ampliação da unidade de perfuração e subsea, em Macaé (RJ). “Esse investimento triplicou o tamanho da unidade, transformando-a na provedora mais moderna de serviços submarinos da GE Oil & Gas em todo o mundo. A expansão aumentou o quadro de funcionários em 150%”, detalhou o presidente e CEO para a América Latina da GE Oil & Gas, João Geraldo Ferreira.

Segundo ele, a empresa está comprometida com o crescimento no Brasil e continua a investir em sua capacidade para atender aos pedidos e às novas demandas da indústria. “Em Niterói (RJ), a GE está investindo US$ 200 milhões na expansão da unidade de linhas flexíveis para atender aos novos campos do pré-sal”, informa. Os US$ 30 milhões investidos em Jandira (SP) foram utilizados para a expansão da capacidade e modernização da operação.

De olho na demanda do mercado, a companhia investiu nos últimos quatro anos em aquisições para ampliar significativamente suas capacidades para o mercado de petróleo e gás no Brasil e no mundo. “Somente em 2010, a GE Oil & Gas somou aproximadamente US$ 7 bilhões em aquisições em seu portfólio. A Dresser foi comprada por US$ 2,7 bilhões, sem a inclusão da Waukesha, a Wellstream, por US$ 1.3 bilhão, e a Well Support, por US$ 2,8 bilhão”, lembra o presidente.

O Centro de Pesquisas Global da GE no Brasil receberá investimentos de R$ 500 milhões. Inicialmente, as pesquisas acontecerão em quatro frentes: Subsea, Sistemas Inteligentes, Integração de Sistemas e Biocombustíveis. Desde a fundação da GE, o Centro de Pesquisas Global tem sido um propulsor de inovações. O primeiro Centro da GE na América Latina ficará no Rio de Janeiro. “Com a chegada do Centro de Pesquisas Global, a GE será capaz de prover tecnologia de ponta focada nas necessidades do Brazil”, afirmou o líder do Centro de Pesquisas da GE, Ken Herd.

Contrato com a Petrobras - Ainda durante a Rio Oil & Gas, a GE e a Petrobras assinaram o maior contrato do mundo para o sistema de cabeças de poço, no valor de R$ 2,28 bilhões. O projeto prevê a entrega de aproximadamente 380 sistemas de cabeça de poço e ferramentas de instalação necessárias para a exploração de poços de petróleo, e mais de 75% das peças serão construídas no Brasil.

“O conteúdo local começa com 75% e vai aumentando ao longo dos anos. Os restantes dos itens que compõem o equipamento virão dos Estados Unidos. A unidade industrial de Jandira (SP) foi preparada para isso e, juntamente com o investimento físico, também trabalhamos a capacitação de pessoal. Estamos sempre pensando na qualificação da mão de obra e conseguimos fazer isso no Brasil”, afirma.

Segundo ele, as entregas começam já em 2013 e seguem por um período de contrato de quatro anos. “Cada pedido colocado pela Petrobras tem um perfil diferente”, explica. Em 2009, a Petrobras já havia feito um contrato com a GE para fornecimento de cabeças de poço, no valor de R$ 250 milhões.

Presente no Brasil há 92 anos, a GE Oil & Gas fornece equipamentos e serviços de tecnologia avançada para todos os segmentos da indústria de petróleo e gás, de perfuração e produção, GNL, oleodutos e armazenamento a geração de energia, refino e petroquímica. Com aproximadamente 100 mil funcionários em mais de 100 países, a empresa atende o setor de energia com tecnologias em áreas como gás natural, petróleo, carvão e energia nuclear, processamento eólico, solar, biogás e água, gestão de energia e modernização da rede. (R.L.)

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Wärstilä cresce com salto do setor naval offshore brasileiro

Mesmo com o clima de incerteza que ronda a economia mundial, a finlandesa Wärstillä, líder global em soluções energéticas de ciclo de vida completo para mercados marítimos e de geração de energia, espera fechar 2012 com forte crescimento, graças à atratividade do setor naval offshore, especialmente no Brasil. A companhia, que acaba de fechar contrato para fornecimento de motores e propulsores para seis navios-sonda da Sete Brasil, está com excelentes expectativas no País.

O faturamento no terceiro trimestre marcou o bom desempenho na entrada de pedidos e nas vendas da companhia. “Nós acreditamos que as vendas líquidas crescerão este ano em torno de 10 a 15%, que é mais do que o originalmente estimado. Nossa rentabilidade agora está em 10,3% e acreditamos que vai melhorar no quarto trimestre, um resultado de 10,5% a 11% no ano”, explica Björn Rosengren, CEO global da Wärtsilä.

No Brasil, a companhia tem excelentes perspectivas para 2013, especialmente após o anúncio oficial do ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, visando às próximas rodadas de licitações dos blocos de petróleo. É o que afirma o gerente Luiz Barcellos, responsável pela divisão Ship Power do grupo, que também oferece equipamentos e soluções de energia para diversos tipos de embarcações e aplicações offshore.

Em entrevista à Macaé Offshore, Barcellos informa que a empresa está erguendo uma nova unidade em Niterói (RJ), que irá construir thrustlers (propulsores) maiores para sondas. De acordo com o executivo, a Wärtsilä tem planos de construir novas plantas no Complexo de Suape, em Pernambuco, e em Manaus, no Amazonas, para atender às regiões Norte e Nordeste.

Contrato com sondas da Sete Brasil - A Wärtsilä vai fornecer para seis navios-sonda projetados para atuar em águas profundas, que serão construídos no Estaleiro Jurong Aracruz para a Sete Brasil, empresa de investimentos que gerencia carteiras de ativos no setor de petróleo e gás. O contrato representa um marco para a Wärtsilä, pois, além de os equipamentos serem produzidos no Brasil, significa o reconhecimento ao trabalho desenvolvido para melhorar a posição competitiva da empresa em um mercado em franco desenvolvimento, com atividades voltadas para E&P offshore.

O primeiro navio tem entrega prevista para o segundo trimestre de 2015. A atuação principal das embarcações será na exploração do pré-sal, e a operação será feita pela Seadrill e Odfjell. Os seis navios serão equipados com geradores principais acionados por motores Wärtsilä 16V32 e propulsores para montagem e desmontagem subaquática FS3510/NU, com as primeiras entregas programadas para 2013.

"Ao demonstrar nossa capacidade em fornecer equipamentos Wärtsilä com um alto nível de conteúdo local, temos novamente comprovadas nossa força global e competitividade. Navios-sonda, que operam em águas muito profundas, enfrentam difíceis condições operacionais e precisam estar preparados para trabalhar em altos níveis de complexidade", explica Magnus Miemois, vice-presidente da Wärtsilä Ship Power.

Carteira variada de clientes - Fornecedora de motores e com portfólio na prestação de serviços para navios e usinas termelétricas, a Wärtsilä tem como um de seus principais clientes a Petrobras. Navios como o da Transpetro (braço logístico da estatal), barcos de apoio (nacionais e estrangeiros), sondas e FPSOs estão na carteira de projetos da companhia. “A Wärtsilä atende uma gama de clientes”, afirma o diretor.

Com ênfase na inovação tecnológica e na eficiência, a Wärtsilä maximiza o desempenho ambiental e econômico das embarcações e usinas de energia de seus clientes. Em 2011, as vendas líquidas da Wärtsilä totalizaram cerca de 4,2 bilhões de euros. A empresa, que atualmente tem 18 mil funcionários, opera em 70 países e chegou ao Brasil em 1990, onde emprega 600 funcionários.

A finlandesa mantém seu escritório matriz e um centro de serviços no Rio de Janeiro, além de outro centro de serviços em Manaus (AM), marcando presença em outros seis estados brasileiros. A empresa projetou e construiu 25 usinas no país e ultrapassou a marca de 2,4 GW em potência instalada. Na área naval, a companhia tem no Brasil capacidade instalada superior a 800 MW em mais de 200 navios e embarcações. (R.L.)

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Para Honeywell, ‘custo Brasil’ impõe desafios ao setor

Ao lado da falta de mão de obra qualificada, problema crônico no país, o chamado “custo Brasil” é um dos principais desafios para empresas que pretendem investir no setor de óleo e gás. Esta é a avaliação de Jodir Marprates, diretor-geral da Honeywell Process Solutions, empresa que atua na oferta de soluções e tecnologias diversificadas que atendem clientes em todo mundo com serviços e produtos aeroespaciais como Transportation, produtos automotivos, entre outros materiais.

“O país tem toda uma cadeia de impostos que dificultam a entrada desses produtos. Esses setores não só atingem os segmentos de óleo e gás, mas como o modelo de negócios envolve atuações estrangeiras, caso das plataformas, a comparação de custo internacional é maior nesse segmento do que em qualquer outra área da economia brasileira”, afirma o executivo, em entrevista à Macaé Offshore.

Para ele, pelos níveis de investimentos que a Petrobras vem desenvolvendo no setor, é impossível às empresas fornecedoras de toda a cadeia produtiva não seguir o mesmo rumo. O setor de petróleo e gás é o principal mercado da Honeywell no Brasil. De acordo com o executivo, a empresa tem trazido várias soluções e produtos para atender esse mercado.

Chevron, OGX e Petrobras são algumas petroleiras inseridas na carteira de encomendas da Honeywell, empresa baseada em Morristown, New Jersey (EUA). No Brasil, a Honeywell está presente há mais de 50 anos e conta com escritórios em São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte (MG), Salvador (BA) e São Luiz (MA). (R.L.)

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Nem tão bom, nem tão ruim

Para representantes do IBP e da Onip, mercado se manteve aquecido em 2012, apesar da instabilidade. Previsão é de 2013 com mais investimentos

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) anunciou em setembro que vai financiar o setor de óleo e gás em R$ 10 bilhões em 2013. Segundo o superintendente de Petróleo e Gás da instituição, Rodrigo Bacellar, este montante supera os R$ 8 bilhões direcionados ao setor em 2012, mais que o dobro do que foi repassado em 2011 – R$ 3,5 bilhões. Esse fluxo de investimentos é comemorado pelo setor, que experimenta um ótimo momento em termos de inversões, que assumem números vultosos. É dessa forma que observa o secretário-executivo do Instituto Brasileiro de Petróleo, Gás e Biocombustíveis (IBP), Álvaro Teixeira.

“Em 2012, o setor de óleo e gás recebeu investimentos da ordem de R$ 50 bilhões. Esse valor é dez vezes maior que o registrado em 1998, quando foi aprovada a Lei do Petróleo”, comemora Teixeira. Segundo ele, isso prova que 2012 não foi um ano ruim para o setor, apesar de também estar longe de ser considerado bom. “A não realização dos leilões trouxe preocupação para o setor. Indefinições trazem instabilidade, e o empresariado não fica nada confortável com essa situação”, destaca, em entrevista à Macaé Offshore.

Teixeira, no entanto, diz estar confiante de que a 11ª Rodada de Leilões, marcada para maio de 2013, e a primeira rodada do pré-sal, com previsão para novembro do mesmo ano, vão ser efetivadas, apesar do imbróglio legislativo sobre a partilha dos royalties do petróleo. “O anúncio das rodadas, feito este ano, serviu de alívio para o setor. Quanto à questão da disputa pelos royalties entre os estados, não acredito que isso seja um empecilho para a realização das rodadas. Isso porque nos contratos entre as operadoras e a União não entra a questão sobre distribuição de royalties. Por isso, acredito no bom senso do Governo para a realização das rodadas que são muito importantes para o setor”.

Quanto à queda de produção de petróleo, que atingiu, em setembro, 1,84 milhão de barris por dia, o menor patamar desde abril de 2008, o representante do IBP afirma que esse quadro vai ser revertido em 2013. “Essas quedas se deram pelas paradas para manutenção das plataformas e pela paralisação do Campo de Frade (Bacia de Campos), operado pela Chevron. Mas a Petrobras vai iniciar a produção em novos campos e o volume de produção vai subir”, prevê Teixeira.


Melhor coordenação para maiores resultados

A Organização Nacional da Indústria do Petróleo (Onip) também vê com bons olhos o aporte de recursos para o setor de óleo e gás. Na visão do superintendente regional da Onip na Bacia de Campos, Alfredo Renault, esse enorme fluxo de investimentos é fruto de grandes expectativas geradas anos atrás. No entanto, é preciso ter em conta que o setor apresenta complexidade e que a maturação dos investimentos leva tempo. Por outro lado, ele concorda com Teixeira na questão da falta de previsibilidade governamental para que o ciclo de investimentos tenha continuidade.

No ano em que a instituição lançou o Programa de Desenvolvimento da Cadeia de Fornecedores, Renault afirma que a iniciativa pretende dar mais visibilidade à indústria nacional de bens e serviços. Movimentos governamentais para o setor, como o lançamento do Inova Petro e a ampliação do programa Progredir, operado pela Petrobras, são exemplos apontados por Renault como políticas de incentivo ao setor.

Neste sentido, ele considerou 2012 um ano muito proveitoso para esse debate. “A Onip tem uma visão clara sobre a necessidade do cumprimento do conteúdo local. Nós temos que ter clara a necessidade de se formular uma política industrial que busque dar competitividade ao setor. Por isso, a Onip enxerga com muita positividade o que os órgãos têm feito no esforço de alavancar a indústria. Mas vemos que há necessidade de uma política mais coordenada. É isso que tem faltado, uma ação integrada”, ressalta.

Quanto aos resultados do programa, Renault revela que a instituição já recebeu centenas de projetos de empresas, após terem sido feitos os mapeamentos que apontam os gargalos e as necessidades de estimular a produção nacional. “Em 2013, vamos começar a trabalhar nos estudos desses projetos, tornando- os viáveis”, conclui Renault. (B.B.)

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Apostando alto no Brasil

De olho nas oportunidades do pré-sal, investidores internacionais mantêm planos de crescimento para 2013, garantem entidades bilaterais

O ano de 2012 foi um período de consolidação das empresas americanas que têm atuação no Brasil, não só no que tange aos investimentos, mas à infraestrutura e à construção de equipamentos para o setor de óleo e gás. Esta é a avaliação do presidente da Câmara de Comércio Americana (American Chamber of Commerce), Henrique Rzezinski. Para o executivo, o anúncio feito pelo ministro Edison Lobão sobre a 11ª Rodada de Licitação dos Blocos de Petróleo em 2013 já está gerando muitas expectativas para o setor.

“Já se passaram quatro anos desde o último leilão de blocos no Brasil. É importante o reconhecimento do setor público sobre essas demandas. Isso faz com que em 2013 tenhamos expectativas muito boas para todo o setor petrolífero, já que o ano de 2012 foi de grande tensão”, destaca Rzezinski, em entrevista à Macaé Offshore. Em sua avaliação, as empresas brasileiras e internacionais desmobilizaram seus recursos no Brasil na área de exploração e produção, pois não havia perspectivas de novas rodadas no País. “Nós perdemos uma pouco da posição relativa que tínhamos com o resto do mundo”, explica.

Para o presidente da Amcham Rio, é impossível uma companhia ficar pagando quadros de pessoas e estrutura sem uma real motivação. Ao mesmo tempo, destaca Rzezinski, foram abertas novas fronteiras na África e no Golfo do México. “Nós não podemos perder essa chance de ouro que temos de transformar essas reservas imensas de petróleo em riqueza. Temos que transformar essa monetização vinda do petróleo em capacidade industrial e investimentos nas áreas sociais”, ressalta.

Conteúdo local - Na questão do conteúdo local, o presidente da Amcham Rio afirma que o Brasil vive um momento decisivo. Para o executivo, a política de CL é extremamente importante para construir uma indústria, mas a obrigação de percentuais mínimos para cada rodada é “primária”, porque há duas vertentes abrigadas nesta política. “Não podemos só pensar na fronteira tecnológica, em que temos que produzir produtos capazes de competir internacionalmente. Há outros elos na cadeia, como o conteúdo local no percentual de empregos”, destaca.

De acordo com Rzezinski, apesar de não estar na fronteira do conhecimento, o setor é altamente empregatício, como na construção de cascos de navios e árvores de natal. “Estimular o apoio a empresas altamente empregatícias é uma coisa; gerar empregos para empresas com alta sofisticação é outra política. Em um número global, estamos misturando tudo numa coisa só”, frisa.

Caso Chevron - Perguntado sobre a atuação da petroleira norte-americana Chevron no Brasil, depois do vazamento na Bacia de Campos, o presidente da Amcham Rio disse que a Câmara tem absoluta confiança no processo judiciário brasileiro. “As decisões da Justiça serão justas”, explicou. Para o diretor superintendente da Amcham, Hélio Blak, o que mais preocupa a Câmara é o cumprimento dos contratos, negócios etc.


Maioria das associadas da Amcham é brasileira

Fundada em 16 de abril de 1916 por empresas americanas que chegaram ao Brasil e logo perceberam que qualquer tipo de impulso empreendedor exigiria uma infra-estrutura moderna de apoio e serviços em solo estrangeiro para facilitar parcerias comerciais, a Amcham tem como principais atividades a ação de consultoria em favor dos interesses das empresas associadas e o fomento de novos negócios.

Uma de suas funções é incrementar o comércio bilateral entre Brasil e Estados Unidos. “A Amcham é, antes de tudo, uma Câmara de Comércio Brasileira, tendo em vista que a Petrobras, empresas norueguesa, britânicas, americanas e outras companhias nacionais são nossas associadas. A maioria das empresas associadas é brasileira, como a Odebrecht Óleo e Gás e a própria Petrobras”, afirma Rzezinki.

A Amcham tem como principais atividades a promoção de eventos, cursos e missões comerciais, participações em feiras, apresentação de possíveis parceiros de negócios aos seus associados, networking, interação com autoridades governamentais e oferta de informações técnicas sobre os mais diversos assuntos empresariais. (R.L.)

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Mais empresas do Reino Unido de olho no Brasil

As relações bilaterais entre Brasil e Reino Unido foram marcadas em 2012 pela troca de visitas entre os seus respectivos chefes de Estado. Primeiramente, a presidente do Brasil, Dilma Rousseff, compareceu às festividades dos Jogos Olímpicos de Londres e aproveitou para se encontrar com representantes do empresariado britânico. Entre uma e outra reunião, inclusive com o primeiro-ministro britânico David Cameron, Dilma escutou pedidos a respeito das datas para a realização dos leilões das áreas exploratórias.

Não era para menos. Afinal, o setor de petróleo e gás é o que atrai o maior volume de investimentos para o Brasil, onde já atuam grandes companhias britânicas. Em setembro, foi a vez de Cameron vir ao Brasil. Desta vez, já com o anúncio das datas das rodadas, o premiê britânico encontrou-se com a diretoria da Petrobras e tratou de assuntos voltados para empreendimentos no setor brasileiro de energia fóssil.

Segundo Renato Cordeiro, gerente de petróleo e gás do UK Trade & Investment (UKTI) do Consulado Britânico do Rio de Janeiro, há um número cada vez maior de empresas do Reino Unido que se estabelecem no Brasil. “Além de dezenas de visitas individuais ao longo do ano, em 2012 recebemos três grandes grupos de empresas britânicas do setor de óleo e gás interessadas em fazer negócios no Brasil: a missão da Escócia em março, a missão da associação de empresas NOF Energy em abril e o grupo da Rio Oil and Gas em setembro. Só para a Rio Oil and Gas, tivemos mais de 40 empresas britânicas expositoras, uma amostra do forte interesse do Reino Unido por negócios do setor no Brasil”, revelou.

Cordeiro diz, ainda, que, atualmente, pelo menos 98 empresas britânicas de petróleo e gás atuam no mercado brasileiro. “As empresas do Reino Unido estão com ótimas expectativas com relação aos próximos leilões do governo brasileiro para novas áreas exploratórias de óleo e gás”, garante. Ele destaca o papel da BP, Shell e BG Group no fluxo de investimentos britânicos para o Brasil. Segundo Cordeiro, as três grandes operadoras têm interesse em ampliar sua presença no Brasil, criando empregos e desenvolvendo novas tecnologias em parceria com empresas brasileiras.

“O BG Group vai investir US$ 30 bilhões no Brasil até  2020 e tem previsão de construir, em 2013, um centro global de pesquisa no Rio de Janeiro, cujo investimento demandará um aporte de US$ 2 bilhões. A Shell investiu, desde 1998 até o presente, mais de US$ 3 bilhões na área de exploração e produção de petróleo no Brasil. A BP também tem grandes investimentos no Brasil. Recentemente, adquiriu por US$ 3,2 bilhões ativos da Devon, comprando oito licenças de exploração de petróleo offshore (mar) e duas para exploração onshore (terra)”, ressaltou. (B.B.)

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Das geleiras do Mar do Norte para as águas mornas do Brasil

Como o Brasil, a Noruega tem grande expertise em exploração de petróleo em águas profundas. Dessa forma, os noruegueses, estimulados pelas descobertas do pré-sal, vêm buscando estreitar cada vez mais as parcerias de negócios com o País. De fato, com a produção do Mar do Norte em declínio, o Brasil passa a ser visto como um novo horizonte para investimentos no setor de óleo e gás.

Um bom exemplo de como anda próxima essa relação é a presença da norueguesa Statoil. Operando na Bacia de Campos, ela atua num dos maiores campos de petróleo da região, o de Peregrino, com reservas estimadas de 300 milhões a 600 milhões de barris de petróleo recuperáveis. O campo fica a 85 quilômetros da costa e a uma profundidade de apenas 100 metros do nível do mar, tornando a Statoil a segunda operadora com maior volume em operação, superada apenas pela Petrobras.

A Innovation Norway, órgão de promoção comercial do governo da Noruega, tem trabalhado de forma atuante nesse sentido. Em 2012, além de trazer uma grande delegação de empresários para o Navalshore – 35 empresas, 20% a mais do que em 2011 – a agência promoveu uma série de eventos em que foram apresentadas as oportunidades de negócios viáveis por meio de parcerias entre empresas brasileiras e norueguesas.

Parceria com BG para alavancar P&D - Contudo, o grande passo rumo à expansão norueguesa no Brasil foi dado durante a Rio Oil and Gas 2012. A agência, que já firmou, em 2010, um memorando de entendimento com a Petrobras, assinou documento semelhante desta vez com a BG Brasil. O acordo visa a estimular a inovação tecnológica em setores de petróleo e da indústria naval no Brasil.

“A parceria entre Brasil e Noruega em novas tecnologias vai promover a colaboração em Pesquisa e Desenvolvimento (P&D), e o memorando de entendimento vai contribuir para o atendimento das demandas tecnológicas do pré-sal e fomentar a transferência de conhecimento e desenvolvimento de fornecedores no país. A parceria deve abrir portas para empresas norueguesas – sobretudo as pequenas, de nicho – terem maior acesso ao crescente mercado brasileiro de petróleo e gás e aos mercados em que o BG Group possui atividades”, afirma a diretora da Innovation Norway, Helle Moen.

Segundo ela, a perfuração em águas profundas, a produção submarina e o monitoramento ambiental estão entre as principais iniciativas tecnológicas. Ela conta, ainda, que a parceria trará negócios significativos no Brasil, por meio de reservas de óleo e gás na Bacia de Santos. “É uma companhia com larga experiência operacional e competência tecnológica, com foco em inovação, sustentabilidade e pesquisa e desenvolvimento, capaz de superar os desafios no Brasil e em escala global”, observa.

“A Innovation Norway tem orgulho de ser considerada uma parceira relevante neste trabalho e vê oportunidades muito interessantes para as empresas norueguesas por meio deste memorando de entendimento”, diz. Segundo ela, a BG Brasil tem um programa de investimento multibilionário para o Brasil. A companhia está constantemente mapeando desafios e demandas tecnológicas, apoiando um número crescente de iniciativas de P&D, por meio do Centro Global de Tecnologia do BG Group no Rio de Janeiro.

De acordo com Hellen Moen, com o memorando de entendimento, as partes trocarão informações técnicas e realizarão estudos conjuntos de viabilidade técnico-econômica. A duração do acordo é de cinco anos e se baseia no Contrato de Pesquisa e Desenvolvimento Industrial da Innovation Norway, que concede apoios financeiros para fornecedores noruegueses – normalmente de pequeno e médio portes – para pesquisa de novas tecnologias junto a clientes. (B.B.)

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China dá passos de gigante no Brasil

Em 2012, mesmo apresentando desaceleração da sua economia, a China não perdeu seu papel de protagonista no cenário econômico mundial. E no setor de petróleo e gás no Brasil não foi diferente. No mês de maio, a Sinopec, a maior petroleira da China, que no Brasil opera numa joint venture com a Repsol – a Repsol Sinopec Brasil, anunciou uma das maiores descobertas na região pré-sal da Bacia de Campos, um volume recuperável de 1,2 bilhão de barris de óleo equivalente (petróleo e gás). Esta foi a maior descoberta feita na região por uma empresa privada. Dessa forma, o gigante asiático vai, aos poucos, se firmando como um dos países estrangeiros mais proeminentes a operar no Brasil.

De acordo com o coordenador de Pesquisa e Análise do Conselho Empresarial Brasil China, André Soares, a Sinopec está sabendo aproveitar a atual conjuntura global e fazendo dela uma janela para entrar no mercado brasileiro de óleo e gás com um risco diminuído. De que forma? Comprando ativos de empresas nas quais seus respectivos países apresentam sérios problemas financeiros, casos da espanhola Repsol e da portuguesa Galp.

A estatal chinesa pagou US$ 5,19 bilhões por uma participação de 30% na unidade brasileira da Galp Energia de Portugal e US$ 7 bilhões por uma participação de 40% do braço brasileiro da espanhola Repsol. “A Sinopec teve um ótimo senso de oportunidade ao perceber que as empresas de energia desses países em crise estavam com ativos desvalorizados e, assim, conseguiu adquiri-los a preços atrativos. Além disso, ao comprar a participação acionária dessas empresas, a Sinopec encontrou toda uma estrutura já montada, fazendo com que ela poupasse tempo de maturação demandado”, afirma o especialista, em entrevista à Macaé Offshore.

O CEBC atua como interlocutor de auxílio governamental entre os dois governos, servindo de consultoria sobre o ambiente de negócios que vem crescendo ano a ano. “Boa parte das empresas tinha uma falta de conhecimento mútuo a respeito dos mercados onde querem atuar. No Brasil, não há muitas instituições de pesquisas voltadas para a China. E é por isso que o CEBC decidiu criar uma área de pesquisa e análise, que conta com uma série de publicações nas quais fazemos um balanço sobre o fluxo de investimentos da China para o Brasil e vice-versa”, explica. No caso do setor de petróleo e gás, ele conta que, além da Sinopec, há a Sinochem, que adquiriu participação de 40% no campo de Peregrino, da norueguesa Statoil, por US$ 3 bilhões.

Para 2013, Soares acredita que a expansão chinesa no setor de E&P brasileiro deverá continuar. “A entrada dessas empresas se deu por intermédio de compra de ativos. Com o sucesso e o crescimento das operações do pré-sal como um todo, a tendência é que elas busquem se consolidar e aumentem seus investimentos”. De fato, em 2012 a Repsol Sinopec investiu US$ 1 bilhão somente no présal, com tendência de aumento de aporte de recursos em 2013.

Soares, no entanto, diz que é pouco provável que outras empresas de petróleo da China desembarquem no Brasil para operar nos campos petrolíferos. “O Brasil é um mercado geograficamente distante da China, fazendo com que as empresas chinesas busquem investir em mercados mais próximos. Além disso, em muitos países onde a China está presente, a legislação local é mais frouxa quando comparada à brasileira, o que facilita, na visão dos chineses, a inserção das suas empresas”, conclui. (B.B.)

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Franceses querem criar polos de competitividade no Brasil

A região da zona do euro ainda luta para sair da grave crise econômica pela qual passa. Dessa forma, para alguns setores da economia europeia, a busca por novos mercados pode ser a saída para superar a crise. Dentro deste contexto, a Ubifrance, agência de promoção comercial do governo da França, promoveu neste ano a maior missão de empresários do setor de petróleo e gás já vinda para o Brasil. Cerca de 50 empresas e três representantes de polos de competitividade participaram de um seminário na sede da Federação das Indústrias do Rio de Janeiro (Firjan) e também marcaram presença na Rio Oil and Gas 2012, conforme conta Hamza Belgourari, conselheiro do setor de Óleo Gás da Ubifrance.

Sem citar números, Belgourari garante que a missão foi extremamente proveitosa. “Quase a totalidade dos empresários franceses ficou satisfeita e quer se instalar aqui. Eles perceberam, in loco, que o Brasil oferece grandes oportunidades no setor de petróleo. É claro que dentro dessas oportunidades, encontram-se desafios importantes, pois o Brasil não é um país fácil. Mas a estabilidade política e econômica brasileira é também atrativa para os franceses”, afirma, em entrevista à Macaé Offshore.

Em sua análise, uma das maiores contribuições que a França pode dar ao setor petrolífero brasileiro é por intermédio de parcerias entre órgãos públicos e privados com os polos de competitividade franceses. “Eu vejo que nossos polos podem responder à demanda tecnológica que existe no Brasil. Eles trabalham em três pilares: o alto investimento em pesquisa e inovação nas universidades; a aplicação dessas pesquisas nas empresas; e a busca por uma governança institucional que vai ajudar o grupo de empresas a se desenvolver. Nós estamos conversando com o Sebrae para que seja criado um polo semelhante para atender à demanda da própria indústria brasileira”, explica o representante da Ubifrance.

Para 2013, Belgourari afirma que está em fase de conclusão projetopiloto que permitirá a instalação de uma estrutura de um polo de competitividade de petróleo e gás no Rio de Janeiro. “Esperamos contar com as parcerias. Isso porque a França não quer apenas oferecer equipamentos, mas almeja trabalhar em parcerias tecnológicas com empresas brasileiras para que a política de conteúdo local tenha um grande salto, ou seja, não só vender, mas também oferecer capacidade de inovar. A França já tem uma boa relação com o Brasil em vários setores. Portanto, a relação entre empresas francesas e brasileiras na área de óleo e gás tem tudo para ser do mais alto nível possível”, destaca.

Parceria de sucesso - Belgourari diz ainda que as empresas do setor de O&G já têm contribuído para o setor brasileiro há muito tempo, obtendo, segundo ele, resultados de sucesso. “Temos o know-how na área de óleo e gás adquirido, em grande parte, pelas experiências bem-sucedidas da Total (quinta maior petroleira do mundo), Tecnhip, V&M e Schlumberger, e queremos que mais empresas francesas do setor façam negócios aqui”. Ele revela ainda que a Prooceano foi uma das primeiras empresas brasileiras de médio porte a selar parceria com uma empresa francesa, a CLS, subsidiária da Agência Espacial Francesa (CNES). A empresa fornece serviços para a maior parte dos operadores offshore em atuação no Brasil

Para o representante da Ubifrance, apesar de a indústria brasileira ter capacidade de produzir equipamentos voltados para o setor petrolífero com qualidade, ela está lutando contra o tempo, uma vez que os investimentos estão chegando e demandam respostas rápidas por parte da cadeia de fornecimento. “A França tem uma estrutura que funciona muito bem e que está pronta para se internacionalizar. Buscamos parcerias no campo da tecnologia e na formação de mão de obra qualificada. Promovemos, em setembro, um seminário na Firjan, em que expressamos o desejo de firmar parcerias com entidades privadas e governamentais brasileiras, como o MDIC (Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior), Firjan, Sebrae e BNDES”, acrescenta. (B.B.)

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Eduardo Eugênio Gouvêa Vieira - Presidente da Firjan

Sentimento de otimismo

Óleo e Gás: a grande aposta para recuperar a indústria fluminense

Por Brunno Braga

O setor de óleo e gás deverá se manter nos próximos anos como um dos principais indutores para o desenvolvimento industrial do Rio de Janeiro. Com aportes da ordem de R$ 107,7 bilhões entre 2012 e 2014, o segmento vai representar 50,9% do montante de investimentos que o estado receberá neste período, segundo dados do estudo Decisão Rio, elaborado pela Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan) e divulgado em junho deste ano. Para o presidente da Firjan, Eduardo Eugênio Gouvêa Vieira, o anúncio da realização dos leilões do pré-sal foi a grande notícia de 2012. Segundo ele, as novas licitações previstas para 2013 trarão mais solidez à cadeia produtiva em médio e longo prazos, gerando renda e emprego e aumentando o grau de inovação da indústria, movimento que pode se expandir para outros setores, além do petrolífero.

Na presidência da Firjan desde 1995, Eduardo Eugênio concedeu entrevista à Macaé Offshore na sede da entidade, no Centro do Rio, dois dias após chegar de uma missão empresarial à Coreia do Sul, país que está bem representado no setor naval offshore, com estaleiros de ponta. Lá, ficou impressionado com os investimentos na qualificação da mão de obra, segundo ele, para compensar a ausência de recursos naturais, e isso se reverte em maior competitividade para a indústria. “Lá, o ativo principal disponível era o povo. Então, a prioridade número 1 foi o investimento em educação. Resultado: 90% da população tem acesso à internet e quase 70%, curso superior. Isso faz diferença em termos de competitividade”, destacou. Nesta entrevista, Eduardo Eugênio fala sobre o cenário da indústria de óleo e gás, suas perspectivas e a importância dos investimentos na cadeia produtiva nacional, entre outros assuntos.

De que forma o setor de óleo e gás fluminense pode contribuir para a economia fluminense e nacional que, segundo estimativas, não teve boa performance em 2012?
As projeções indicam que a indústria mostrará sinais de recuperação para o próximo ano, embora tímidos. Neste processo, a indústria de petróleo e gás, impulsionada pelo desenvolvimento do pré-sal, será a mola da recuperação no Estado do Rio de Janeiro. Juros mais baixos e incentivos fiscais serão fatores importantes para a retomada do crescimento da indústria, além da experiência acumulada pelas empresas no ano de 2012, proporcionando ao empresariado a chance de rever suas estratégias.

O senhor acha que a crise mundial aumentará sua influência no setor de petróleo nacional?
Espera-se também que a crise europeia e a desaceleração econômica mundial não tenham seus quadros agravados, o que poderia contribuir negativamente para a recuperação de nossa indústria. O setor de petróleo e gás fluminense deverá adaptar-se às novas condições de mercado e aproveitar os fortes investimentos que estão sendo realizados no estado para otimizar sua contribuição a um desempenho favorável da indústria. Os investimentos mencionados, principalmente na área de refino e na indústria naval, deverão ser rapidamente absorvidos pela indústria de petróleo e gás, considerando a urgência na fabricação de diversos tipos de embarcações e plataformas para o desenvolvimento do pré-sal e a intenção da Petrobras de alavancar o refino como parte fundamental de seu Plano de Negócios e Gestão 2012-2016.

O anúncio do primeiro leilão do pré-sal é uma boa notícia para a economia fluminense. No setor de óleo e gás, qual é o verdadeiro impacto para que o estado se beneficie com os investimentos?
Realmente, este anúncio é uma grande notícia e contribui para um sentimento de otimismo para os próximos anos. Serão oferecidas novas áreas para exploração, incentivando a vinda de novos operadores para o Brasil, aumentando a produção e diminuindo a dependência do mercado internacional. Deve-se atentar que este leilão será realizado já com o novo modelo de partilha, que ainda está em discussão, sendo uma das prioridades do Governo Federal até o fim do ano. Não se trata de benefícios imediatos no que se refere à recuperação do setor industrial, porém, é um fator primordial quando pensamos em médio prazo e na sustentabilidade da cadeia. Novos blocos exploratórios se traduzem em mais investimentos e na possibilidade de vermos mais empresas estrangeiras se estabelecendo no estado, principalmente na região de Macaé, utilizando mão de obra local e produzindo itens com maior nível de conteúdo local.

O Programa de Desenvolvimento de Fornecedores, lançado este ano pela Onip, pode surtir efeito positivo sobre a cadeia produtiva?
O Programa de Desenvolvimento de Fornecedores da Onip está focado no crescimento do conteúdo local, por meio da substituição de itens atualmente importados, em consonância com a visão da Firjan sobre o tema. É de suma importância que a competitividade e a sustentabilidade da indústria sejam fomentadas, por meio de ações organizadas, que possam fornecer o direcionamento mais eficaz à Política de Conteúdo Local. Confia-se em um efeito positivo do programa, ao proporcionar uma maior integração entre as empresas da cadeia, promovendo troca de informações e experiências, sendo um ambiente perfeito para gerar inovação e possibilitar a transferência de tecnologia para o Brasil. A exploração e produção de óleo são finitas, sendo, a exemplo de ações promovidas em outros países, necessário que a indústria esteja preparada para se tornar competitiva em termos globais, tornando-se apta a explorar novos mercados em um futuro próximo.

Como o senhor avalia a política de conteúdo local praticada atualmente no Brasil?
Dentro da política industrial adotada, a questão do conteúdo local no setor de petróleo e gás é de extrema importância para o fortalecimento da competitividade de uma indústria nacional sustentável, ampliando a participação de empresas nacionais na cadeia de fornecedores das grandes operadoras. A Petrobras, como principal atriz deste mercado, vem desempenhando um importante papel na disseminação do conceito de conteúdo local aos seus parceiros e fornecedores, por meio de ações como do Prominp (Programa de Mobilização da Indústria Nacional de Petróleo e Gás Natural), que aumentou consideravelmente a participação da indústria nacional nos investimentos do setor e vem auxiliando na geração de mais postos de trabalho no país. A política de conteúdo local pode ser avaliada como uma grande oportunidade para a indústria fluminense, mas também um imenso desafio, devido à necessidade de investimentos em capacitação, desenvolvimento tecnológico e concorrência com empresas estrangeiras. A Firjan tem acompanhado o assunto com um grande interesse, contribuindo para que a política de conteúdo local traga resultados duradouros para a indústria do Estado do Rio de Janeiro.

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