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A Galp Energia, companhia de petróleo e gás portuguesa, não vendeu ativos no Brasil e por isso não precisava de aval da Petrobras, seu parceiro estratégico em operações no país, para fechar um acordo de US$ 5,2 bilhões com a chinesa Sinopec envolvendo 30% do grupo português no país, no ano passado.
Foi o que afirmou nesta quarta-feira (dia 25/01) o principal executivo da Galp Energia, Manuel Ferreira de Oliveira, em entrevista durante o Fórum Mundial de Economia, onde os grandes nomes da produção mundial de petróleo estão presentes.
Segundo o executivo, antes da operação de aumento de capital da Petrogal Brasil - subsidiária integral da portuguesa - o valor da empresa era estimado em US$ 12,5 bilhoes. Onze investidores se interessaram em participar da operação, e a chinesa Sinopec foi a escolhida.
Com a operação, o valor da Petrogal subiu para US$ 17,7 bilhões e a Sinopec passou a deter 30% da empresa. Como a Petrogal tem divida de US$ 400 milhões com a matriz, a Galp Energia, seu valor final fica em US$ 17,3 bilhões.
"Se tivéssemos vendido nossa participação no campo de Júpiter, por exemplo, a Petrobras teria o direito de preferência, como parceiro do consórcio", argumentou o executivo português. "Mas aumentamos o capital e essa regra não se aplica. Se aplicaria se vendêssemos maioria de capital, e não vendemos. Não precisamos do aval da Petrobras, e as autoridades brasileiras e a Petrobras foram informadas."
Para Oliveira, a operação com a Sinopec foi especialmente importante porque tornou a Petrogal autossuficiente para os investimentos até 2016. A partir dai, terá 'cash flow' positivo para cobrir os investimentos. "Em termos financeiros, a Petrogal deixou de depender da matriz, e esse foi o objetivo da operação", acrescentou o executivo.
Fonte: Valor
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